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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Política: A Nova Última Fronteira
Está desempregado? Não tem jeito nem qualificações para nada? Acha o trabalho uma seca mas apesar da sorna cultiva uma ambição do tamanho da galáxia? Não se preocupa com os meios ou a sua legitimidade, você é guiado apenas pelos resultados? Então a política é a profissão para si. E não, isto não é um anúncio de centro de formação com cursos de duas semanas e saída profissional garantida(mente duvidosa). É a conclusão a que chegou o tink-tank internacional Banho de Espuma vs. Jaccuzi (BEJ para poupar espaço). Analizando a situação política global, o BEJ concluiu que para se ser um líder político de sucesso é apenas necessário ser-se mentecapto e/ou mafioso e/ou doido ou as 3 por atacado. Quanto à teoria política actual não necessita de quaisquer estudos em Relações Internacionais, Ciência Política ou outras disciplinas de nomes grandiosos para a dominar. Basta apenas recordar e aplicar a sabedoria do recreio do jardim infantil e que se resume a 3 regras:
1º - Bata nos mais fracos (e roube-lhes a comida e a mesada)
2º - Lamba as botas dos mais fortes e ofereça-lhes os seus chocolates (melhor ainda, dê-lhes os que roubou aos mais fracos)
3º - Se as coisas correrem mal a culpa nunca é sua. É do outro (preferencialmente o mais fraco ou o mais impopular do infantário).

quarta-feira, 26 de novembro de 2014


Vistos “Máfia” Agora em Variedades Gold, Platinium e Diamante
Apertada com a falta de cacau para pagar os juros da Tripeça e Fundo Monetário da Agiotagem, a República dos Nabos (vulgo “o Nabal”) decidiu investir num novo mercado em expansão: o dos vistos Máfia, os quais dão direito de cidadania e livre circulação na União das Hortaliças a todo e qualquer magnata do crime que tenha pasta suficiente para investir num destes vistos. A notícia foi saudada com palmadinhas nas costas e medalhas de louvor pelos chefes da União das Hortaliças pois é necessário muito investimento estrangeiro para dar gás à máquina e é uma singular homenagem ao empreendedor espírito criminal dos líderes das hortaliças, a começar pela famosa joint venture nascida em terra amarga e em depressão económica eterna mas que ultrapassou todos os obstáculos e se tornou uma multinacional com inúmeros franchisings: a Máfia. E o exemplo dos chefes desta joint venture tem sido nos últimos anos seguido por inúmeros líderes da União, como por exemplo o novo presidente da dita que, sem violar a lei, conseguiu a maravilhosa obra de oferecer protecção a uma fuga de capitais superior à do gargantuano orçamento dessa mesma União. Os vistos Máfia existem em 3 variedades: Máfia Gold, Máfia Platina e Máfia Diamante e oferecem aos felizes contemplados cidadania e direito de livre circulação dentro do espaço da União, coisa que muitos cidadãos da dita não têm, em especial se nascidos a leste ou pertencerem a minorias impopulares. O processo de obtenção dos vistos segue um processo mafioso em conformidade com o nome, que é extremamente simples. Basta comprovar o tamanho da conta bacária do requerente via dimensão do suborno que este oferece às autoridades encarregues da emissão dos vistos e dos serviços de fronteiras. Em função deste tamanho o requerente é agraciado cum um visto Máfia Ouro, Platina ou Diamante, cada um deles com privilégios de cidadania hortalicense especiais: O Máfia Ouro permite além de livre circulação pela grande horta comunitária da União, desenvolver negócios na área do tráfico humano, prostituição e comércio de armas. Tem a desvantagem de se o feliz contemplado se tornar demasiado notírio nas suas actividades ter uma inquirição no Nabal que terá de ser terminada com uma transferência bancária para paraíso local a estabelecer em acordo secreto. O Máfia Platina oferece as mesmas oportunidades mas difere pelo facto de que o contemplado poderá também proceder a negócios de branqueamento de capitais e mesmo de criar empresas especializadas na matéria pelo que, se começar a dar demasiado nas vistas, os jornalistas que denunciarem a marosca terem de ir responder a tribunal e incorrerem em pena de prisão de 5 anos, esde que o contemplado aceite que as autoridades passem a ausufruir gratuitamente dos serviços de branqueamento de capitais das suas empresas de branqueamento. O Máfia Diamante permite um muito mais amplo leque de negócios, incluindo a escravatura, tráfico de órgãos com a morte dos dadores, genocídio, etc. e não sofrerá qualquer investigação ou coação por parte das autoridades, nem precisará de lhes prestar favorfes para ficar tudo em pratos limpos. Terá ainda o privilégio de mandar assassinar o jornalista ou abelhudo que denuncie as suas práticas sem que qualquer processo criminal lhe seja levantado. Os candidatos não necessitam de criar qualquer bizarra mais-valia económica para o país de acolhimento, tal como fábricas, empreendimentos agro-industriais, unidades de investigação e/ou ensino, complexos turísticos, ou oturas picuinhices, bastando apenas comprarem uma luxuosa mansão para sua morada pessoal pois como se sabe, o mercado das mansões de luxo é o que faz andar a economia. Naturalmente os candidadatos a estes diferentes vistos são seleccioandos em função da sua categoria criminal e, factor determinante, dimensão da sua conta bancária. Assim, para o visto Máfia Gold são selecionados magnatas do crime com conta bancária de 1000 milhões de dólares, sedeada em mais do que 3 offshores, especializados em redes internacionais de crime com participação de máfias uni ou multi-nacionais/multi-culturais, contrabando transncontinental de mercadorias e empresas de assassínio por contrato com óptimas taxas de eficiência, líderes políticos de países que funcionam como paraísos fiscais e cuja cuja capacidade de captura de divisas em impostos roubados seja pelo menos 3 vezes o PIB do país. Para o visto Máfia Platina o magnata aplicante deverá não apenas ter as referências anteriores, acrescentadas de negócios em tráfico de pessoas, armamento sofisticado e material nuclear e os seus assest financeiros deverão incluir contas, empresas-fachada e contabilidade secreta em pelo menos 10 offshores com sigilo bancário fiável e plafond de 10 000 milhões de dólares. Para o visto Máfia Diamante apenas se aceitam candaidtos com plafond financeiro acima de 1 bilião de dólares e que reconhecidamente sejam ou tenham sido num passado muito próximo chefes de grupos terroristas especialmente bem-sucedidos financeiramente (CEOs de grandes bancos internacionais incluídos), ditadores sanguinários, líderes nacionais em fuga do Tribunal Internacional, reconhecidos e eficazes genocidas que precisem urgentemente de dar o fora dos respectivos países, líderes jhiadistas e chefes de firmas de planeamento fiscal agressivo (aka “fuga ao fisco”) que movimentem por dia mais de 3 milhões de dólares, porque lá diz o ditado desta nova era: Quanto Maior o Crime, Maior a Recompensa.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

A Ressurreição É uma Realidade!
A República Democrática dos Nabos sempre foi palco das mais espectaculares descobertas médicas, desde já o tempo em que o professor Barnard fazia os primeiros transplantes de coração, no Nabal operava-se um presidente da república que perdera a cabeça, substituindo-a com grande sucesso por uma abóbora, o que em nada alterou o seu desempenho político pois ele já era um “cabeça de abóbora”. Vem esta pequena digressão histórica ao facto de que muito recentemente um hospital do Nabal ter descoberto a fórmula que tanto atormentava o professor Frankenstein e sem os adversos resultados como monstros à solta e revoltas camponesas para matar o monstro e o cientista seu criador. Não, as coisas no hospital da ria foram limpinhas e tranquilas e no final do processo cerca de 26 mortos tiveram alta hospitalar, devendo regressar aos sues locais de trabalho, situação para a qual foram devidamente notificados nas respectivas sepulturas no cemitério. Foi mais complicado com os que tinham sido cremados pois a foi impossível localizá-los para lhes entregar os documentos de alta e total aptidão para o trabalho. O Estado enviou já às famílias dos felizes ressuscitados, incluindo os cremados, as cortas de aviso para pagamento dos duodécimos dos impostos que os ressurrectos devem desde o dia da sua ressurreição, apesar das famílias jurarem a pés juntos que desde o enterro não puseram os olhos em cima dos ex-defuntos. O processo de ressurreição não foi divulgado ao público nem feito qualquer artigo para as revistas científicas da especialidade, devido ao desejo do referido hospital se preservar da competição caso a sobrenatural fórmula fosse revelada. No entanto o nosso espião na corte celestial informou-nos que a direcção do hospital enviou um telegrama ao Altíssimo e Seu Filho, que dizia: “Messias não te incomodes a vir até cá abaixo, nós já aprendemos a ressuscitar os mortos pelos nossos próprios meios.”


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O Sonho!

Notícia acabada de chegar à redacção dá conta de que um político recém-eleito declarou que impedir os pobres de terem serviços médicos subsidiados é a forma deles poderem viver o Sonho Americano. Donde podemos concluir que o sonho americano é um… pesadelo.

E para Que Não Incomodem, Vamos Ilegalizar a Pobreza

A ideia partiu duma associação humanitária mas dado o seu enorme potencial económico foi já adoptada como linha de acção governativa na República Democrática dos Nabos... porque só mesmo aí e porque, mais importante, seguramente se resolvem todos os problemas, incluindo o de passar a ganhar sempre as eleições. Também resolverá o problema dos pesadelos que todo o bom patriota deve actualmente sofrer para bem poder encarnar o sonho do seu respectivo país. A ideia partiu duma luminária que, perturbada com os problemas sociais resolveu que a melhor forma de lhes encontrar solução era… por decreto. A Lei está ainda no segredo dos deuses e do excelso crâneo do nabo residente que teve a ideia, mas podemos desde já adiantar que será proibido andar com roupa esgaçada e a cheirar a esgoto, com lustro de quem não vê a barrela há meses, serão proibidos os chanatos, chinelas de pé, sapatos rotos e pés descalços, multados os queixumes de que se tem fome e passará a cobrar-se renda aos sem-abrigo em função da área ocupada no passeio, entradas de prédios e debaixo das pontes, com extra se estes usarem caixotes de papel para se abrigarem da chuva. Tal como já actualmente acontece do outro lado do oceano, quem for dar de comer a esta gente será detido, condenado a 6 meses de prisão e multa de 3 vezes o seu salário, dado que se não há pobres, a caridade é um desvio abominável de recursos. Deixando, por decreto, de existir pobreza, são alcançadas numerosas vantagens. Deixa de existir isenções de IRS e outros impostos (a menos que se seja muito rico e se transfiram as fortunas para offshores), pelo que o Estado poderá arrecadar ainda mais capital para o seu orçamento. Passa a ficar muito bem nas estatísticas s fotografias internacionais pois mais do que cumpriu os Objectivos do Milénio, não reduzindo a pobreza para metade mas fazendo-a completamente desaparecer… para debaixo do tapete. Como deixará de haver pobres não será necessário pagar subsídios de reinserção nem de desemprego (depreende-se que quem seja desempregado tem mais do que meios para se safar por si dado que ser pobre será proibido), o que são só poupanças para o Estado que poderá assim canalizar esses recursos para objectivos mais meritórios como… pagar a fundações que não funcionam e PPPs que ninguém sabe porque estão ainda a ser pagas. Naturalmente como haverá sempre insurgentes que como o salário ou ausência de emprego que possuem hão-de continuar a teimar que são pobes e que não podem pagar impostos ou têm mesmo de dormir na rua, esses rebeldes serão encaminhados para o crescente mercado de escravos, (leilões promovidos em concurso oficial como o das senhas de IRS para carros de luxo, lucros das vendas a reverterem para os cofres estaduais). Se demasiado inaptos para a escravatura, serão exportados para fazerem santas guerras em terra alheia, dado que os religiosos líderes dessa nobre actividade estão sempre com falta de mão-de-obra. Quando estiverem todos mortos será garantido que a pobreza… acabou-se. E provavelmente nós também.