Apertada com a falta de cacau para pagar os
juros da Tripeça e Fundo Monetário da Agiotagem, a República dos Nabos (vulgo
“o Nabal”) decidiu investir num novo mercado em expansão: o dos vistos Máfia,
os quais dão direito de cidadania e livre circulação na União das Hortaliças a
todo e qualquer magnata do crime que tenha pasta suficiente para investir num
destes vistos. A notícia foi saudada com palmadinhas nas costas e medalhas de
louvor pelos chefes da União das Hortaliças pois é necessário muito
investimento estrangeiro para dar gás à máquina e é uma singular homenagem ao
empreendedor espírito criminal dos líderes das hortaliças, a começar pela
famosa joint venture nascida em terra
amarga e em depressão económica eterna mas que ultrapassou todos os obstáculos
e se tornou uma multinacional com inúmeros franchisings:
a Máfia. E o exemplo dos chefes desta joint
venture tem sido nos últimos anos seguido por inúmeros líderes da União,
como por exemplo o novo presidente da dita que, sem violar a lei, conseguiu a
maravilhosa obra de oferecer protecção a uma fuga de capitais superior à do
gargantuano orçamento dessa mesma União. Os vistos Máfia existem em 3
variedades: Máfia Gold, Máfia Platina e Máfia Diamante e oferecem aos felizes
contemplados cidadania e direito de livre circulação dentro do espaço da União,
coisa que muitos cidadãos da dita não têm, em especial se nascidos a leste ou
pertencerem a minorias impopulares. O processo de obtenção dos vistos segue um
processo mafioso em conformidade com o nome, que é extremamente simples. Basta
comprovar o tamanho da conta bacária do requerente via dimensão do suborno que
este oferece às autoridades encarregues da emissão dos vistos e dos serviços de
fronteiras. Em função deste tamanho o requerente é agraciado cum um visto Máfia
Ouro, Platina ou Diamante, cada um deles com privilégios de cidadania
hortalicense especiais: O Máfia Ouro permite além de livre circulação pela
grande horta comunitária da União, desenvolver negócios na área do tráfico
humano, prostituição e comércio de armas. Tem a desvantagem de se o feliz
contemplado se tornar demasiado notírio nas suas actividades ter uma inquirição
no Nabal que terá de ser terminada com uma transferência bancária para paraíso
local a estabelecer em acordo secreto. O Máfia Platina oferece as mesmas
oportunidades mas difere pelo facto de que o contemplado poderá também proceder
a negócios de branqueamento de capitais e mesmo de criar empresas
especializadas na matéria pelo que, se começar a dar demasiado nas vistas, os
jornalistas que denunciarem a marosca terem de ir responder a tribunal e
incorrerem em pena de prisão de 5 anos, esde que o contemplado aceite que as
autoridades passem a ausufruir gratuitamente dos serviços de branqueamento de
capitais das suas empresas de branqueamento. O Máfia Diamante permite um muito
mais amplo leque de negócios, incluindo a escravatura, tráfico de órgãos com a
morte dos dadores, genocídio, etc. e não sofrerá qualquer investigação ou
coação por parte das autoridades, nem precisará de lhes prestar favorfes para
ficar tudo em pratos limpos. Terá ainda o privilégio de mandar assassinar o
jornalista ou abelhudo que denuncie as suas práticas sem que qualquer processo
criminal lhe seja levantado. Os candidatos não necessitam de criar qualquer
bizarra mais-valia económica para o país de acolhimento, tal como fábricas,
empreendimentos agro-industriais, unidades de investigação e/ou ensino,
complexos turísticos, ou oturas picuinhices, bastando apenas comprarem uma
luxuosa mansão para sua morada pessoal pois como se sabe, o mercado das mansões
de luxo é o que faz andar a economia. Naturalmente os candidadatos a estes
diferentes vistos são seleccioandos em função da sua categoria criminal e,
factor determinante, dimensão da sua conta bancária. Assim, para o visto Máfia
Gold são selecionados magnatas do crime com conta bancária de 1000 milhões de
dólares, sedeada em mais do que 3 offshores, especializados em redes internacionais
de crime com participação de máfias uni ou multi-nacionais/multi-culturais,
contrabando transncontinental de mercadorias e empresas de assassínio por
contrato com óptimas taxas de eficiência, líderes políticos de países que
funcionam como paraísos fiscais e cuja cuja capacidade de captura de divisas em
impostos roubados seja pelo menos 3 vezes o PIB do país. Para o visto Máfia
Platina o magnata aplicante deverá não apenas ter as referências anteriores,
acrescentadas de negócios em tráfico de pessoas, armamento sofisticado e
material nuclear e os seus assest financeiros deverão incluir contas, empresas-fachada
e contabilidade secreta em pelo menos 10 offshores com sigilo bancário fiável e
plafond de 10 000 milhões de dólares. Para o visto Máfia Diamante apenas se
aceitam candaidtos com plafond
financeiro acima de 1 bilião de dólares e que reconhecidamente sejam ou tenham
sido num passado muito próximo chefes de grupos terroristas especialmente
bem-sucedidos financeiramente (CEOs de grandes bancos internacionais incluídos),
ditadores sanguinários, líderes nacionais em fuga do Tribunal Internacional,
reconhecidos e eficazes genocidas que precisem urgentemente de dar o fora dos
respectivos países, líderes jhiadistas e chefes de firmas de planeamento fiscal
agressivo (aka “fuga ao fisco”) que movimentem por dia mais de 3 milhões de dólares,
porque lá diz o ditado desta nova era: Quanto Maior o Crime, Maior a
Recompensa.



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