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quarta-feira, 26 de novembro de 2014


Vistos “Máfia” Agora em Variedades Gold, Platinium e Diamante
Apertada com a falta de cacau para pagar os juros da Tripeça e Fundo Monetário da Agiotagem, a República dos Nabos (vulgo “o Nabal”) decidiu investir num novo mercado em expansão: o dos vistos Máfia, os quais dão direito de cidadania e livre circulação na União das Hortaliças a todo e qualquer magnata do crime que tenha pasta suficiente para investir num destes vistos. A notícia foi saudada com palmadinhas nas costas e medalhas de louvor pelos chefes da União das Hortaliças pois é necessário muito investimento estrangeiro para dar gás à máquina e é uma singular homenagem ao empreendedor espírito criminal dos líderes das hortaliças, a começar pela famosa joint venture nascida em terra amarga e em depressão económica eterna mas que ultrapassou todos os obstáculos e se tornou uma multinacional com inúmeros franchisings: a Máfia. E o exemplo dos chefes desta joint venture tem sido nos últimos anos seguido por inúmeros líderes da União, como por exemplo o novo presidente da dita que, sem violar a lei, conseguiu a maravilhosa obra de oferecer protecção a uma fuga de capitais superior à do gargantuano orçamento dessa mesma União. Os vistos Máfia existem em 3 variedades: Máfia Gold, Máfia Platina e Máfia Diamante e oferecem aos felizes contemplados cidadania e direito de livre circulação dentro do espaço da União, coisa que muitos cidadãos da dita não têm, em especial se nascidos a leste ou pertencerem a minorias impopulares. O processo de obtenção dos vistos segue um processo mafioso em conformidade com o nome, que é extremamente simples. Basta comprovar o tamanho da conta bacária do requerente via dimensão do suborno que este oferece às autoridades encarregues da emissão dos vistos e dos serviços de fronteiras. Em função deste tamanho o requerente é agraciado cum um visto Máfia Ouro, Platina ou Diamante, cada um deles com privilégios de cidadania hortalicense especiais: O Máfia Ouro permite além de livre circulação pela grande horta comunitária da União, desenvolver negócios na área do tráfico humano, prostituição e comércio de armas. Tem a desvantagem de se o feliz contemplado se tornar demasiado notírio nas suas actividades ter uma inquirição no Nabal que terá de ser terminada com uma transferência bancária para paraíso local a estabelecer em acordo secreto. O Máfia Platina oferece as mesmas oportunidades mas difere pelo facto de que o contemplado poderá também proceder a negócios de branqueamento de capitais e mesmo de criar empresas especializadas na matéria pelo que, se começar a dar demasiado nas vistas, os jornalistas que denunciarem a marosca terem de ir responder a tribunal e incorrerem em pena de prisão de 5 anos, esde que o contemplado aceite que as autoridades passem a ausufruir gratuitamente dos serviços de branqueamento de capitais das suas empresas de branqueamento. O Máfia Diamante permite um muito mais amplo leque de negócios, incluindo a escravatura, tráfico de órgãos com a morte dos dadores, genocídio, etc. e não sofrerá qualquer investigação ou coação por parte das autoridades, nem precisará de lhes prestar favorfes para ficar tudo em pratos limpos. Terá ainda o privilégio de mandar assassinar o jornalista ou abelhudo que denuncie as suas práticas sem que qualquer processo criminal lhe seja levantado. Os candidatos não necessitam de criar qualquer bizarra mais-valia económica para o país de acolhimento, tal como fábricas, empreendimentos agro-industriais, unidades de investigação e/ou ensino, complexos turísticos, ou oturas picuinhices, bastando apenas comprarem uma luxuosa mansão para sua morada pessoal pois como se sabe, o mercado das mansões de luxo é o que faz andar a economia. Naturalmente os candidadatos a estes diferentes vistos são seleccioandos em função da sua categoria criminal e, factor determinante, dimensão da sua conta bancária. Assim, para o visto Máfia Gold são selecionados magnatas do crime com conta bancária de 1000 milhões de dólares, sedeada em mais do que 3 offshores, especializados em redes internacionais de crime com participação de máfias uni ou multi-nacionais/multi-culturais, contrabando transncontinental de mercadorias e empresas de assassínio por contrato com óptimas taxas de eficiência, líderes políticos de países que funcionam como paraísos fiscais e cuja cuja capacidade de captura de divisas em impostos roubados seja pelo menos 3 vezes o PIB do país. Para o visto Máfia Platina o magnata aplicante deverá não apenas ter as referências anteriores, acrescentadas de negócios em tráfico de pessoas, armamento sofisticado e material nuclear e os seus assest financeiros deverão incluir contas, empresas-fachada e contabilidade secreta em pelo menos 10 offshores com sigilo bancário fiável e plafond de 10 000 milhões de dólares. Para o visto Máfia Diamante apenas se aceitam candaidtos com plafond financeiro acima de 1 bilião de dólares e que reconhecidamente sejam ou tenham sido num passado muito próximo chefes de grupos terroristas especialmente bem-sucedidos financeiramente (CEOs de grandes bancos internacionais incluídos), ditadores sanguinários, líderes nacionais em fuga do Tribunal Internacional, reconhecidos e eficazes genocidas que precisem urgentemente de dar o fora dos respectivos países, líderes jhiadistas e chefes de firmas de planeamento fiscal agressivo (aka “fuga ao fisco”) que movimentem por dia mais de 3 milhões de dólares, porque lá diz o ditado desta nova era: Quanto Maior o Crime, Maior a Recompensa.

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