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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

ISIS Candidato ao Nobel da Paz (Boko Haram recebe Prémio Sakarov)
Na sequência das novas alterações à jurisprudências internacional que levaram um tribunal da Uniãod as Hortaliças a declarar como “não terrorista” o grupo desportivo Hammas-e-Amigos-das Bombinhas-de-S.João (a úlitma das quais rebentada o ano passado em solo da União e que matou várias pessoas como é normal nestes eventos culturais) e a aconselhar os líderes da União a tirá-lo da lista e top 10 de organizações terroristas, os amigos do alho-porro, martelinhos, estalinhos, bombas de mau cheiro e correlativos superiores como granandas de mão, basucas, AK’s de vários modelos, minas terrestres e bombas-suicidas, decidiram propor a organização ISIS para o Prémio Nobel da Paz, o Hezbollah para o Prémio Sakharov e os talibãs (paquistaneses ou do Afeganistão é indiferente dado que são franchisings da mesma multinacional) para o Prémio Madre Teresa de Calcutá. Se a nomeação para o Prémio Sakarov não coloca muitas dúvidas, dado que o Hezbollah está a lutar ao lado do ditador algo para o sanguinário Assado, já as candiaturas do ISIS e dos talibãs exigem alguma explicação. No caso dos talibãs teremos de esperar que o nosso enviado saia dos escombros do último massacre de crianças numa escola (que é onde elas mais se encontram e todos sabem que as escolas são armas de Satã) e que foi muito bem susedido já que matou para cima dumas 130, evitando assim a propagação do conhecimento e portanto a capacidade de questionar os líderes, em especial os duma religião da paz em nome de cujo Deus tal massacre foi cometido e em nome de cujo Deus também se proíbe e matam as raparigas por irem à escola ou por sequer mostrarem um fiozinho de cabelo que calhe de fugir para ir ver o sol. No entanto e para o caso do ISIS/EI/whatever podemos já divulgar os argumentos da candidatura:
1º - Com a sua actividade o ISIS está acontribuir activamente para controlo da população mundial ao matar à média de 500 pessoas/mês (e são dos seues, iamginem quando chegarem a países ditos heréticos!).
2º - O seu activo e sagrado controlo da natalidade (não usado processos satânicos como o ap pílula, o preservativo ou o DIU mas os sagrados e santificados processos da degolação, crucificação, desmembramento, enterramento das vítimas vivas, quando não o higiénico auto-de-fé) está a contribuir activamente para a preservação dos recursos naturais e a redução potencial da poluição futura.
3º - Graças à redução da população na sua área de governo e que se espera venha a ser cada vez maior (a menos que o mulehrio passe a fazer o que lhe compete e desate a funcionar como as vacas de cobrição pondo dois chavalitos cá fora a cada 3 anos), pode esperar-se o início do processo de reequilíbrio dos ecossistemas que, sem a pressão da sobrepopulação humana podem começar a respirar de alívio.

4º – Graças à mui santa actividade guerreira do ISIS, a quantidade de poeiras e outros aerossóis lançados para a atmosfera está já activamente a contribuir para a redução do efeito de estufa e do aquecimento global, fenómeno que aliás também já foi comprovado nas duas anteriores guerras mundiais, quando por cá não adava o ISIS mas uns outros malucos que não lhes ficavam muito atrás.
5º - Pela alteração complata do currículo escolar, com a eliminação de disciplinas inúteis como música, desenho e outras actividades que gastam recursos naturais sem efeitos desejáveis mas sim alta e perigosamente blasfemos. Esta atitude está não só a modificar as criancinhas que poderão a aprtir de agora dedicar-se a coisas práticas e necessárias como esquartejar infiéis, dedicar-se à economia, com especiald estaque para o aproveitamento máximo do potencial da banca-sombra e economia associada, às tecnologias de armamento, ao comércio de rua (no intervalo dos tiroteios, maus fígados de snipers ou bombardeamentos sem aviso) e actividades correlativas. Além disso, esta mudança curricular contribui para a redução das indústrias químicas, nomeadamente das tintas, da extracção de pedra, barro, metais e outros similares usados em escultura e, pela interdição da actividade musical, a combater eficazmente a poluição sonora (a barulheira das armas, incluindo artilharia pesada e desmoronamentos consequentes, não e poluição mas sim uma doce antecipação do som das sagradas trombetas do céu).
6º - Pelo bloqueio total das transmissões de Internet, telemóvel e outras modernices que só destroem o moral dos santos. Esta decisão promove o combate à escravatura usada na exploração dos metais raros em zonas de guerra e vulgarmente chamados metais de sangue (a outra escravatura, a que é promovida pelo ISIS com mercados de escravas e tabela de preços, é santificada, portanto não há problema), ajudando deste modo à melhoria dos direitos humanos nas zonas de extracção mineira – após os mineiros terem sido todos mortos por já não serem necessários, tarefa a cargo dum franchising local do ISIS – e à redução das cargas de poluentes perigosos (vulgo metais pesados) associadas tanto à mineiração como ao abandono do material electrónico, telemóveis incluídos, por não serem do último modelo ou, mais raramente, terem avariado de vez.
7º - Por todas estas razões o ISIS é o maior defensor actual da natureza, do planeta e dos direitos humanos, pelo que merece, sem hesitações, não um mas 20 Nobeis da Paz. Ou 1000, caso o seu império venha a durar 1000 anos, como queria o outro.




quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Vocês Fazem o Trabalho, Nós Recebemos a “Massa”
Está a decorrer uma fascinante campanha publicitária ao whisky da Famosa Perdiz, que esperamos venha a fazer escola mundial. Começou pela instalação duns mamarrachos nas estações de Metro, vindos directamente dos estúdios do filme “2010, Odisseia no Espaço”, e que, tal como no filme, deixavam os nativos (antropóides ou não) a coçarem a cabeça, tentando – e não conseguindo – atinar com a eventual utilidade daquilo, suspeita aliás, pois o saco amarelo que os cobria anunciava, aziagamente, serem tais matacões os nossos melhores amigos na cidade. Pois bem, acabou por se descobrir a utilidade dos ditos: é para nos juntarmos à sua frente a fazer figuras parvas e sermos fotografados sem pagar nada. P’ra quê tão grande manifestação de altruísmo? Para a campanha publicitária do whisky da Famosa Perdiz. É que ‘tamos a chegar ao Natal e é necessário aumentar as vendas do whisky da Perdiz. Mas os criativos estavam sem criatividade nenhuma. Vai daí decidiram que o melhor era serem os consumidores a criarem os próprios rótulos da garrafa. Portanto, como agora se anuncia nas paragonas de autocarro: “crie o se rótulo especial, para um momento especial”. Ou seja, pague o whisky e ainda por cima produza o rótulo, pois isto de criar ideias novas p’ra vender um produto dá muito trabalho. É claro que como fomos nós a ter a ideia de vos pôr a fazer o nosso serviço, somos nós que recebemos o salário, vocês só têm de pagar a garrafa, rótulo e tudo. Nós não temos culpa que vocês sejam estúpidos, estúpidos seríamos nós se não aproveitássemos a vossa burrice. Muito Feliz Natal e bebam em barda para a próxima foto sair garantidamente parva.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Ser Ministro É… Dizer aos Outros Que Resolvam os Problemas
O comité internacional da Guiness (do livro e da cerveja, o que explica muitas das suas ébrias decisões) acaba de colocar no seu Muro dos Famosos o governo da República Democrática dos Nabos, sob a designação de Recordista da Incompetência, para grande gáudio dos patrióticos nabos que vieram para a rua comemorar… com cerveja nacional. A competição para o quadrado dourado na parede, com direito a figurar em capa de CD “Teacher leave the kids alone”, foi renhida. Entre os competidores encontravam-se governos que, sem declararem guerra, activamente assassinam toda a população não pertencente à tribo do líder, ou “ignoram” o assassínio de estudantes, sobretudo se femininos, deixam correr o marfim quando os seus súbditos são raptados e massacrados às resmas e até promovem a boa harmonia com os raptores, assinando tratados de paz que nunca são levados a sério e iniciam a campanha eleitoral não a prometer a libertação das raptadas mas a agradecer a Deus e aos seus doadores. O Nabal provou ter uma capacidade de destruição que conseguiu mesmo estilhaçar as expectativas do mais sério concorrente, o Estado da Ísis, que abraçou entusiasticamente a actividade de controlo da população recorrendo ao extermínio em massas e venda em mercado de escravos de todos os súbditos que adorem um deus diferente do do líder ou desaprovem a cor do seu turbante, ousando vestir-se com outras cores. Os exemplos de entronizaram o governo do nabal foram os seguintes:
1º - O ministro da Educação, num arroubo de transvectorial criatividade decidiu aplicar a matemática da evolução das estrelas de massa infra-solar e conseguiu, não apenas implodir-se mas implodiu todo o ministério, gerando um buraco negro para onde atirou com professores, alunos e toda a demais massa crítica, garantindo deste modo que ninguém mais consiga definir a curva espaço-temporal da sua escolar existência. Parabéns ao termodinâmico astrónomo!
2º - O seu secretário, responsável pelo ensino das criancinhas pequenininhas, decidiu dar-lhes um exemplo educativo de “como as coisas funcionam” e plagiou uma tese com o apropriado título “A Moral no Ensino”.
3º - No ministério das Viagens, foram criados os Vistos Máfia que furam a impenetrável fortaleza da União e abrem as suas portas a cidadãos de passado e actividades mais do que duvidosas e sombrias, com consequentes rusgas da polícia, o que origina viagens gratuitas até à Quinta do Xilindró. Naturalmente, o ministro que gerou toda esta actividade turística com a criação dos Vistos Máfia, está ali p’rás curvas.
4º - O ministro da Justiça, achando muito aborrecida a tarefa de pôr os tribunais a funcionar a velocidade superior à das lesmas, decidiu reorganizar a geografia do país, o que deu numa interessante dança de tribunais e magistrados em tudo igual à das bolas da vermelhinha, e uma tal confusão no sistema informático que este passou de Citius a aldeia em estado de sítio. Mas como se trata do Ministério da Justiça era preciso arranjar um bode expiatório para se poder instaurar um processo, a bem do nome da coisa. No caso encontraram-se 2 bodes, dois pequeninos lá do refugo do rebanho. Infelizmente as coisas correram mal pois nem todos quiseram acatar o antigo ritual caprino e o mar, desta vez, não bateu no mexilhão. Naturalmente que nada aconteceu ao ministro acusador de inocentes. Ele está lá é p’ra acusar, não para defender a justeza da causa.
5º - No Ministério da Economia a palavra de ordem é falhar todas as previsões, desde o défice à taxa de inflacção, PIB e demais substâncias exotéricas e mesmo quando os crâneos da União dizem que as previsões estão erradas, teima-se no mesmo Orçamento (no fim de contas lá haverá os Rectificativos para falhar por menos o balanço) e nas mesmas orientações económicas e espera-se que haja um milagre. O que aliás está certo porque a Economia nem sequer é uma pseudo-ciência mas uma religião, dado que se basta asi mesma com actos de fé, ignorando a realidade em favor da doutrina. E se a falha nas contas for tão grande que nem uma profissão de fé as salva, bom, a culpa é… do granizo.
6º - No ministério da Saúde espera-se a todo o momento que o sistema informático adoeça, e por consequência leve à demência todo o pessoal que tenha de lidar com ele. Os doentes que forem apanhados no embrulho podem morrer sem problemas porque aliás é o que já acontece com muitos que, por exemplo, não encontram medicamentos nas farmácias para as suas doenças crónicas ou estão tão bem assistidos pela Segurança Social que financiaram aquando da sua vida activa que agora só precisam de escolher se querem comer ou se querem tratar dos achaques. Em qualquer das escolhas a morte é garantida.
7º - Um ministro-chefe que, face a tantas barracas e falhanços de previsões e, não sejamos modestos, o geral falhanço de tudo, acho que tinha de bater nos culpados e, num profundo respeito pela separação de poderes, desancou nos jornalistas que noticiam estas coisas, chamando-os entre outros mimos, de preguiçosos. Donde se conclui que a palavra preguiça adquiriu um novo significado: trabalhar non-stop para conseguir noticiar tantas barracas, escândalos, corrupções e outras coisinhas sem importância.
8º - O Ministro das Diplomacias é ainda melhor do que o seu colega da Educação pois de cada vez que abre a boca cria um incidente diplomático, estando já nomeado para o posto de bomba de neutrões alternativa, se entrarmos por uma guerra a sério, e os nossos espiões em sede de conselho de ministros informam-nos que os dois ministros referidos estão em competição para ver quem mais promove o aumento da entropia na horta. É especialmente notável pela sua capacidade de fazer declarações bombásticas… baseadas em leitura de jornais e ignorando as consequências delas para todos os envolvidos, já para não falar do país pois o país, sejamos francos, é o que menos interessa. Isto causa um desaustinado corrupio nas chancelarias que abala o já ineficaz funcionamento consular do Nabal mas isto em nada e compara com a sua notável coerência de pontos de vista. Eis um exemplo: o digno chefe da diplomacia nabense considera que os direitos humanos têm de se adaptar à economia, ou seja, os direitos humanos não são um ganho moral e civilizacional e sim uma espécie de collants que se adapta à forma da perna. Corolário: se a economia estiver má, as liberdades podem ser suspensas e as pessoas reduzidas à condição de escravas. O tipo do Sieg Heil e o caro califa Iznogood não podiam estar mais de acordo! Ao mesmo tempo sua excelência declara que o país defenderá no Conselho dos Direitos Humanos das Nações Desunidas “a dignidade da pessoa humana e o carácter individual, universal, indivisível inalienável e interdependente de todos os direitos humanos, sejam estes civis, culturais, políticos, económicos ou sociais". Pergunta: quando será revelado o normativo das taxas a aplicar para que cada um dos direitos da Declaração Universal (e que não contempla sequer os culturais, económicos, políticos, ou sociais) possam ser envergados pelo feliz pagador?
Mas o que definitivamente decidiu o comité a atribuir ao Nabal o Prémio Guiness de Incompetência foi a sugestão do Ministro da Educação que perante as críticas dos professores face à bagunça do início do ano lectivo, que só teve comparação com os do Período Revolucionário Em Curso respondeu, “bem, resolvam o problema, apresentem soluções”. Segundo o comité, esta frase não só coroou a majestática indiferença a todas as sugestões até então apresentadas como redefiniu por completo a noção do que é ser ministro e suas responsabilidades. Ser Ministro passou a ser… o tipo que manda os outros resolver, à borla, os problemas que ele é pago para resolver. Sem sombra de dúvida, conclui o comité da Guiness, é muito difícil encontrar um governo com tal capacidade de auto-alucinação e destruição supersónica.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Política: A Nova Última Fronteira
Está desempregado? Não tem jeito nem qualificações para nada? Acha o trabalho uma seca mas apesar da sorna cultiva uma ambição do tamanho da galáxia? Não se preocupa com os meios ou a sua legitimidade, você é guiado apenas pelos resultados? Então a política é a profissão para si. E não, isto não é um anúncio de centro de formação com cursos de duas semanas e saída profissional garantida(mente duvidosa). É a conclusão a que chegou o tink-tank internacional Banho de Espuma vs. Jaccuzi (BEJ para poupar espaço). Analizando a situação política global, o BEJ concluiu que para se ser um líder político de sucesso é apenas necessário ser-se mentecapto e/ou mafioso e/ou doido ou as 3 por atacado. Quanto à teoria política actual não necessita de quaisquer estudos em Relações Internacionais, Ciência Política ou outras disciplinas de nomes grandiosos para a dominar. Basta apenas recordar e aplicar a sabedoria do recreio do jardim infantil e que se resume a 3 regras:
1º - Bata nos mais fracos (e roube-lhes a comida e a mesada)
2º - Lamba as botas dos mais fortes e ofereça-lhes os seus chocolates (melhor ainda, dê-lhes os que roubou aos mais fracos)
3º - Se as coisas correrem mal a culpa nunca é sua. É do outro (preferencialmente o mais fraco ou o mais impopular do infantário).

quarta-feira, 26 de novembro de 2014


Vistos “Máfia” Agora em Variedades Gold, Platinium e Diamante
Apertada com a falta de cacau para pagar os juros da Tripeça e Fundo Monetário da Agiotagem, a República dos Nabos (vulgo “o Nabal”) decidiu investir num novo mercado em expansão: o dos vistos Máfia, os quais dão direito de cidadania e livre circulação na União das Hortaliças a todo e qualquer magnata do crime que tenha pasta suficiente para investir num destes vistos. A notícia foi saudada com palmadinhas nas costas e medalhas de louvor pelos chefes da União das Hortaliças pois é necessário muito investimento estrangeiro para dar gás à máquina e é uma singular homenagem ao empreendedor espírito criminal dos líderes das hortaliças, a começar pela famosa joint venture nascida em terra amarga e em depressão económica eterna mas que ultrapassou todos os obstáculos e se tornou uma multinacional com inúmeros franchisings: a Máfia. E o exemplo dos chefes desta joint venture tem sido nos últimos anos seguido por inúmeros líderes da União, como por exemplo o novo presidente da dita que, sem violar a lei, conseguiu a maravilhosa obra de oferecer protecção a uma fuga de capitais superior à do gargantuano orçamento dessa mesma União. Os vistos Máfia existem em 3 variedades: Máfia Gold, Máfia Platina e Máfia Diamante e oferecem aos felizes contemplados cidadania e direito de livre circulação dentro do espaço da União, coisa que muitos cidadãos da dita não têm, em especial se nascidos a leste ou pertencerem a minorias impopulares. O processo de obtenção dos vistos segue um processo mafioso em conformidade com o nome, que é extremamente simples. Basta comprovar o tamanho da conta bacária do requerente via dimensão do suborno que este oferece às autoridades encarregues da emissão dos vistos e dos serviços de fronteiras. Em função deste tamanho o requerente é agraciado cum um visto Máfia Ouro, Platina ou Diamante, cada um deles com privilégios de cidadania hortalicense especiais: O Máfia Ouro permite além de livre circulação pela grande horta comunitária da União, desenvolver negócios na área do tráfico humano, prostituição e comércio de armas. Tem a desvantagem de se o feliz contemplado se tornar demasiado notírio nas suas actividades ter uma inquirição no Nabal que terá de ser terminada com uma transferência bancária para paraíso local a estabelecer em acordo secreto. O Máfia Platina oferece as mesmas oportunidades mas difere pelo facto de que o contemplado poderá também proceder a negócios de branqueamento de capitais e mesmo de criar empresas especializadas na matéria pelo que, se começar a dar demasiado nas vistas, os jornalistas que denunciarem a marosca terem de ir responder a tribunal e incorrerem em pena de prisão de 5 anos, esde que o contemplado aceite que as autoridades passem a ausufruir gratuitamente dos serviços de branqueamento de capitais das suas empresas de branqueamento. O Máfia Diamante permite um muito mais amplo leque de negócios, incluindo a escravatura, tráfico de órgãos com a morte dos dadores, genocídio, etc. e não sofrerá qualquer investigação ou coação por parte das autoridades, nem precisará de lhes prestar favorfes para ficar tudo em pratos limpos. Terá ainda o privilégio de mandar assassinar o jornalista ou abelhudo que denuncie as suas práticas sem que qualquer processo criminal lhe seja levantado. Os candidatos não necessitam de criar qualquer bizarra mais-valia económica para o país de acolhimento, tal como fábricas, empreendimentos agro-industriais, unidades de investigação e/ou ensino, complexos turísticos, ou oturas picuinhices, bastando apenas comprarem uma luxuosa mansão para sua morada pessoal pois como se sabe, o mercado das mansões de luxo é o que faz andar a economia. Naturalmente os candidadatos a estes diferentes vistos são seleccioandos em função da sua categoria criminal e, factor determinante, dimensão da sua conta bancária. Assim, para o visto Máfia Gold são selecionados magnatas do crime com conta bancária de 1000 milhões de dólares, sedeada em mais do que 3 offshores, especializados em redes internacionais de crime com participação de máfias uni ou multi-nacionais/multi-culturais, contrabando transncontinental de mercadorias e empresas de assassínio por contrato com óptimas taxas de eficiência, líderes políticos de países que funcionam como paraísos fiscais e cuja cuja capacidade de captura de divisas em impostos roubados seja pelo menos 3 vezes o PIB do país. Para o visto Máfia Platina o magnata aplicante deverá não apenas ter as referências anteriores, acrescentadas de negócios em tráfico de pessoas, armamento sofisticado e material nuclear e os seus assest financeiros deverão incluir contas, empresas-fachada e contabilidade secreta em pelo menos 10 offshores com sigilo bancário fiável e plafond de 10 000 milhões de dólares. Para o visto Máfia Diamante apenas se aceitam candaidtos com plafond financeiro acima de 1 bilião de dólares e que reconhecidamente sejam ou tenham sido num passado muito próximo chefes de grupos terroristas especialmente bem-sucedidos financeiramente (CEOs de grandes bancos internacionais incluídos), ditadores sanguinários, líderes nacionais em fuga do Tribunal Internacional, reconhecidos e eficazes genocidas que precisem urgentemente de dar o fora dos respectivos países, líderes jhiadistas e chefes de firmas de planeamento fiscal agressivo (aka “fuga ao fisco”) que movimentem por dia mais de 3 milhões de dólares, porque lá diz o ditado desta nova era: Quanto Maior o Crime, Maior a Recompensa.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

A Ressurreição É uma Realidade!
A República Democrática dos Nabos sempre foi palco das mais espectaculares descobertas médicas, desde já o tempo em que o professor Barnard fazia os primeiros transplantes de coração, no Nabal operava-se um presidente da república que perdera a cabeça, substituindo-a com grande sucesso por uma abóbora, o que em nada alterou o seu desempenho político pois ele já era um “cabeça de abóbora”. Vem esta pequena digressão histórica ao facto de que muito recentemente um hospital do Nabal ter descoberto a fórmula que tanto atormentava o professor Frankenstein e sem os adversos resultados como monstros à solta e revoltas camponesas para matar o monstro e o cientista seu criador. Não, as coisas no hospital da ria foram limpinhas e tranquilas e no final do processo cerca de 26 mortos tiveram alta hospitalar, devendo regressar aos sues locais de trabalho, situação para a qual foram devidamente notificados nas respectivas sepulturas no cemitério. Foi mais complicado com os que tinham sido cremados pois a foi impossível localizá-los para lhes entregar os documentos de alta e total aptidão para o trabalho. O Estado enviou já às famílias dos felizes ressuscitados, incluindo os cremados, as cortas de aviso para pagamento dos duodécimos dos impostos que os ressurrectos devem desde o dia da sua ressurreição, apesar das famílias jurarem a pés juntos que desde o enterro não puseram os olhos em cima dos ex-defuntos. O processo de ressurreição não foi divulgado ao público nem feito qualquer artigo para as revistas científicas da especialidade, devido ao desejo do referido hospital se preservar da competição caso a sobrenatural fórmula fosse revelada. No entanto o nosso espião na corte celestial informou-nos que a direcção do hospital enviou um telegrama ao Altíssimo e Seu Filho, que dizia: “Messias não te incomodes a vir até cá abaixo, nós já aprendemos a ressuscitar os mortos pelos nossos próprios meios.”


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O Sonho!

Notícia acabada de chegar à redacção dá conta de que um político recém-eleito declarou que impedir os pobres de terem serviços médicos subsidiados é a forma deles poderem viver o Sonho Americano. Donde podemos concluir que o sonho americano é um… pesadelo.

E para Que Não Incomodem, Vamos Ilegalizar a Pobreza

A ideia partiu duma associação humanitária mas dado o seu enorme potencial económico foi já adoptada como linha de acção governativa na República Democrática dos Nabos... porque só mesmo aí e porque, mais importante, seguramente se resolvem todos os problemas, incluindo o de passar a ganhar sempre as eleições. Também resolverá o problema dos pesadelos que todo o bom patriota deve actualmente sofrer para bem poder encarnar o sonho do seu respectivo país. A ideia partiu duma luminária que, perturbada com os problemas sociais resolveu que a melhor forma de lhes encontrar solução era… por decreto. A Lei está ainda no segredo dos deuses e do excelso crâneo do nabo residente que teve a ideia, mas podemos desde já adiantar que será proibido andar com roupa esgaçada e a cheirar a esgoto, com lustro de quem não vê a barrela há meses, serão proibidos os chanatos, chinelas de pé, sapatos rotos e pés descalços, multados os queixumes de que se tem fome e passará a cobrar-se renda aos sem-abrigo em função da área ocupada no passeio, entradas de prédios e debaixo das pontes, com extra se estes usarem caixotes de papel para se abrigarem da chuva. Tal como já actualmente acontece do outro lado do oceano, quem for dar de comer a esta gente será detido, condenado a 6 meses de prisão e multa de 3 vezes o seu salário, dado que se não há pobres, a caridade é um desvio abominável de recursos. Deixando, por decreto, de existir pobreza, são alcançadas numerosas vantagens. Deixa de existir isenções de IRS e outros impostos (a menos que se seja muito rico e se transfiram as fortunas para offshores), pelo que o Estado poderá arrecadar ainda mais capital para o seu orçamento. Passa a ficar muito bem nas estatísticas s fotografias internacionais pois mais do que cumpriu os Objectivos do Milénio, não reduzindo a pobreza para metade mas fazendo-a completamente desaparecer… para debaixo do tapete. Como deixará de haver pobres não será necessário pagar subsídios de reinserção nem de desemprego (depreende-se que quem seja desempregado tem mais do que meios para se safar por si dado que ser pobre será proibido), o que são só poupanças para o Estado que poderá assim canalizar esses recursos para objectivos mais meritórios como… pagar a fundações que não funcionam e PPPs que ninguém sabe porque estão ainda a ser pagas. Naturalmente como haverá sempre insurgentes que como o salário ou ausência de emprego que possuem hão-de continuar a teimar que são pobes e que não podem pagar impostos ou têm mesmo de dormir na rua, esses rebeldes serão encaminhados para o crescente mercado de escravos, (leilões promovidos em concurso oficial como o das senhas de IRS para carros de luxo, lucros das vendas a reverterem para os cofres estaduais). Se demasiado inaptos para a escravatura, serão exportados para fazerem santas guerras em terra alheia, dado que os religiosos líderes dessa nobre actividade estão sempre com falta de mão-de-obra. Quando estiverem todos mortos será garantido que a pobreza… acabou-se. E provavelmente nós também.