Na República Popular das Correias
e Ançaimos do Norte, mais conhecida por Império da Fome, foi lançada a
mobilização geral, inclundo aos que por causa da fome mal conseguem andar, para
se apresentarem impreterivelmente às 4 da tarde no grande comício convocado
pelo Pai da Nação, e onde apenas ele será o orador (discurso de 5 horas,
abrilhantado por fanfarra militar e documentário em ecrã gigante a condizer,
iluminação a pedais, garantida pelos camaradas prisioneiros), terminando o
glorioso e edificante evento com a inscrição geral de todos os participantes
voluntários-à-força no exército da Gloriosa República Democrática (só no
título). Quem faltar ao comício será filado em casa ou na toca onde se
esconder, e levado para a frente do pelotão de fuzilamento, que o receberá
condiga e eficientemente e o encaminhará para a última morada. O motivo do
patriótico comício e chamada às armas é simples: a Organização das Nações
Desunidas desta vez passou por um momento quântico de união e condenou o
Império da Fome pelos atropelos gerais aos direitos humanos dos seus cidadãos e
eventuais tolos que obtenham o privilégio mui especial de visitar os cenários autorizados
do país e em vez de ficarem eternamente agradecidos ao Grande Líder pela sua
bondade em lhes abrir as portas do seu paraíso, decidam armar-se “à bronca”. O
comício, subordinado ao tema “Os Nossos Direitos Humanos São Melhores do Que os
Vossos”, irá apresentar imagens dos campos de
prisioneiros/concentração-extermínio, que não existem apesar dos satélites
demonstrarem a sua existência e localização a quem quer que o deseje saber, e
nos quais se usam práticas que os carrascos das SS muito teriam desejado
conhecer e aplicar à sua agenda de extermínios. No entanto, havendo bem
aprendido as lições de Treblinka e Teresin, estes documentários irão apresentar
felizes prisioneiros a jogar à bola, a comer bolos, a passear junto do arame
farpado de braço dado com as namoradas e a apontar para as montanhas ao longe,
apreciando a paisagem, rematando com um evento cultural onde os prisioneiros
apresentarão peças de teatro a falar da abundância de sardinhas no rancho. A
concluir as festividades, haverá uma récita de canto coral com hinos de louvor
ao Grande Líder, para demonstrar como os prisioneiros o amam e apreciam as
infra-animais condições em são forçados a sobreviver (todos os intervenientes
serão exterminados na manhã seguinte, quando as câmaras de filmar já não
estiverem lá). Uma vez convencidos os participantes no comício de que no
Paraíso do Grande Líder, onde têm a suprema ventura de morar, os seus direitos
humanos são melhores do que os do resto do mundo, apesar da sua experiência
lhes dizer o contrário (mas quem são eles para saberem mais do que o Grande
Líder?), será declarada uma guerra nuclear para defender esses direitos.
Porque, como se pode compreender, uma guerra nuclear é a mais altruísta
estratégia de defesa dos direitos humanos. Os nossos, pois os dos outros não
interessam. E para que os demoníacos países capitalistas e satânicos não sejam
apanhados com as calças na mão, o Grande Líder fez já correr nas agências
noticiosas do mundo inteiro o pré-aviso de guerra nuclear, para que depois as
más-línguas e a Organização das Nações Desunidas não venham dizer que ele
atacou à traição e falsa fé.Número total de visualizações de páginas
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Os Meus Direitos Humanos São Melhores Que os Teus
Na República Popular das Correias
e Ançaimos do Norte, mais conhecida por Império da Fome, foi lançada a
mobilização geral, inclundo aos que por causa da fome mal conseguem andar, para
se apresentarem impreterivelmente às 4 da tarde no grande comício convocado
pelo Pai da Nação, e onde apenas ele será o orador (discurso de 5 horas,
abrilhantado por fanfarra militar e documentário em ecrã gigante a condizer,
iluminação a pedais, garantida pelos camaradas prisioneiros), terminando o
glorioso e edificante evento com a inscrição geral de todos os participantes
voluntários-à-força no exército da Gloriosa República Democrática (só no
título). Quem faltar ao comício será filado em casa ou na toca onde se
esconder, e levado para a frente do pelotão de fuzilamento, que o receberá
condiga e eficientemente e o encaminhará para a última morada. O motivo do
patriótico comício e chamada às armas é simples: a Organização das Nações
Desunidas desta vez passou por um momento quântico de união e condenou o
Império da Fome pelos atropelos gerais aos direitos humanos dos seus cidadãos e
eventuais tolos que obtenham o privilégio mui especial de visitar os cenários autorizados
do país e em vez de ficarem eternamente agradecidos ao Grande Líder pela sua
bondade em lhes abrir as portas do seu paraíso, decidam armar-se “à bronca”. O
comício, subordinado ao tema “Os Nossos Direitos Humanos São Melhores do Que os
Vossos”, irá apresentar imagens dos campos de
prisioneiros/concentração-extermínio, que não existem apesar dos satélites
demonstrarem a sua existência e localização a quem quer que o deseje saber, e
nos quais se usam práticas que os carrascos das SS muito teriam desejado
conhecer e aplicar à sua agenda de extermínios. No entanto, havendo bem
aprendido as lições de Treblinka e Teresin, estes documentários irão apresentar
felizes prisioneiros a jogar à bola, a comer bolos, a passear junto do arame
farpado de braço dado com as namoradas e a apontar para as montanhas ao longe,
apreciando a paisagem, rematando com um evento cultural onde os prisioneiros
apresentarão peças de teatro a falar da abundância de sardinhas no rancho. A
concluir as festividades, haverá uma récita de canto coral com hinos de louvor
ao Grande Líder, para demonstrar como os prisioneiros o amam e apreciam as
infra-animais condições em são forçados a sobreviver (todos os intervenientes
serão exterminados na manhã seguinte, quando as câmaras de filmar já não
estiverem lá). Uma vez convencidos os participantes no comício de que no
Paraíso do Grande Líder, onde têm a suprema ventura de morar, os seus direitos
humanos são melhores do que os do resto do mundo, apesar da sua experiência
lhes dizer o contrário (mas quem são eles para saberem mais do que o Grande
Líder?), será declarada uma guerra nuclear para defender esses direitos.
Porque, como se pode compreender, uma guerra nuclear é a mais altruísta
estratégia de defesa dos direitos humanos. Os nossos, pois os dos outros não
interessam. E para que os demoníacos países capitalistas e satânicos não sejam
apanhados com as calças na mão, o Grande Líder fez já correr nas agências
noticiosas do mundo inteiro o pré-aviso de guerra nuclear, para que depois as
más-línguas e a Organização das Nações Desunidas não venham dizer que ele
atacou à traição e falsa fé.
Na República Popular das Correias
e Ançaimos do Norte, mais conhecida por Império da Fome, foi lançada a
mobilização geral, inclundo aos que por causa da fome mal conseguem andar, para
se apresentarem impreterivelmente às 4 da tarde no grande comício convocado
pelo Pai da Nação, e onde apenas ele será o orador (discurso de 5 horas,
abrilhantado por fanfarra militar e documentário em ecrã gigante a condizer,
iluminação a pedais, garantida pelos camaradas prisioneiros), terminando o
glorioso e edificante evento com a inscrição geral de todos os participantes
voluntários-à-força no exército da Gloriosa República Democrática (só no
título). Quem faltar ao comício será filado em casa ou na toca onde se
esconder, e levado para a frente do pelotão de fuzilamento, que o receberá
condiga e eficientemente e o encaminhará para a última morada. O motivo do
patriótico comício e chamada às armas é simples: a Organização das Nações
Desunidas desta vez passou por um momento quântico de união e condenou o
Império da Fome pelos atropelos gerais aos direitos humanos dos seus cidadãos e
eventuais tolos que obtenham o privilégio mui especial de visitar os cenários autorizados
do país e em vez de ficarem eternamente agradecidos ao Grande Líder pela sua
bondade em lhes abrir as portas do seu paraíso, decidam armar-se “à bronca”. O
comício, subordinado ao tema “Os Nossos Direitos Humanos São Melhores do Que os
Vossos”, irá apresentar imagens dos campos de
prisioneiros/concentração-extermínio, que não existem apesar dos satélites
demonstrarem a sua existência e localização a quem quer que o deseje saber, e
nos quais se usam práticas que os carrascos das SS muito teriam desejado
conhecer e aplicar à sua agenda de extermínios. No entanto, havendo bem
aprendido as lições de Treblinka e Teresin, estes documentários irão apresentar
felizes prisioneiros a jogar à bola, a comer bolos, a passear junto do arame
farpado de braço dado com as namoradas e a apontar para as montanhas ao longe,
apreciando a paisagem, rematando com um evento cultural onde os prisioneiros
apresentarão peças de teatro a falar da abundância de sardinhas no rancho. A
concluir as festividades, haverá uma récita de canto coral com hinos de louvor
ao Grande Líder, para demonstrar como os prisioneiros o amam e apreciam as
infra-animais condições em são forçados a sobreviver (todos os intervenientes
serão exterminados na manhã seguinte, quando as câmaras de filmar já não
estiverem lá). Uma vez convencidos os participantes no comício de que no
Paraíso do Grande Líder, onde têm a suprema ventura de morar, os seus direitos
humanos são melhores do que os do resto do mundo, apesar da sua experiência
lhes dizer o contrário (mas quem são eles para saberem mais do que o Grande
Líder?), será declarada uma guerra nuclear para defender esses direitos.
Porque, como se pode compreender, uma guerra nuclear é a mais altruísta
estratégia de defesa dos direitos humanos. Os nossos, pois os dos outros não
interessam. E para que os demoníacos países capitalistas e satânicos não sejam
apanhados com as calças na mão, o Grande Líder fez já correr nas agências
noticiosas do mundo inteiro o pré-aviso de guerra nuclear, para que depois as
más-línguas e a Organização das Nações Desunidas não venham dizer que ele
atacou à traição e falsa fé.
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