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sábado, 14 de junho de 2014

Legalizada a Prática da Violação no País das Vacas Sagradas: Taxa de 5% Para Cada Violador, Multa e Prisão Para a Vítima
No País das Vacas Sagradas, um dos Tijolos (BRICS) do mundo porque as pessoas naquele país morrem que nem tordos e fartam-se de fazer tijolo, e que é apresentado ao mesmo mundo como um exemplo de sucesso económico, apesar de mais de metade da população viver abaixo do limiar da pobreza e a vasta maioria das raparigas nem saiba ler nem escrever pois têm de ficar em casa a tratar da ranchada de filhos das mães e ir buscar água de bilha à cabeça a alguns 7 kms de distância (mas isto é que é progresso!) acaba de se legalizar mais uma actividade económica. Trata-se da violação de mulheres, crianças e bebés do sexo feminino, actividade de grande relevância na saúde pública pois na opinião dos praticantes cura-os de toda a espécie de doenças sexualmente transmissíveis, que assim são descarregadas nas vítimas, e que muito mantém ocupados o lado masculino da população, incluindo boa parte dos desempregados profissionais pois nunca na vida conseguiram encontrar trabalho por mais que tentassem, o que a partir de agora com a legalização da coisa irá baixar as estatísticas do desemprego. É que apesar do sucesso económico do País das Vacas Sagradas, não só a miséria abunda a cada esquina como os cofres do estado estão sempre nas lonas porque para olear as rodas da corrupção não é possível chegar para outras encomendas. A corrupção é aliás uma actividade muito importante neste país pois sem ela a economia não andava. Portanto, dada a generalizada prática da violência sexual (e não só) sobre o mulherio local, o chefe máximo da Polícia decidiu propor ao Parlamento uma lei que legalizasse a prática e a equiparasse ao jogo ilegal que em breve será também alvo de regulamentação. Como o jogo ilegal será em breve monitorado através dos sistemas informáticos Snowden que permitem vigiar as compras, emails e toda a actividade online de todo e qualquer cidadão, seja subversivo, perigoso terrorista ou inocente bebé de colo, e a directiva normativa deste tipo de jogo pede que seja sobre ele imposta uma taxa de 5% a cada jogador, pelo pecúlio não que ganhe mas que jogue (se perde, ninguém tem culpa que seja um tanso), o emérito comandante das forças policiais advoga para a violação o seguinte regime taxativo e regulatório: ao violador será cobrada uma taxa de 10% do que ganharia no intervalo de tempo em que praticou o acto, caso estivesse a trabalhar (se o violador for desempregado, taxam-se as horas de sorna correspondentes); a vítima será presa, difamada publicamente, exposta para insulto público, servindo de tiro ao alvo com pedras e depois sentenciada a seis meses de cadeia, período durante o qual deverá servir de “conforto sexual” aos guardas prisionais e quaisquer membros da ordem que passem pela cadeia. Nenhuma mulher poderá opor resistência à violação, fugir ou teimosamente recusar-se, sob pena de ser enforcada ou em alternativa (caso a família pague um elevado suborno ao juiz) expulsa do país e posta na fronteira sem roupa, sapatos ou dinheiro. A população masculina já saiu à rupa para protestar pelo montante de 10% da taxa, pois existem mais violadores do que aficionados do jogo ilegal e deste modo mereciam um desconto mas o Parlamento não se inclina para esta exigência pois precisa muito do guito (e não tanto do Gita) para os seus grandes carros de luxo europeus topo de gama. Se isto vos parece uma justiça demasiado estranha, talvez de pernas para o ar, só fazemos um reparo à vossa distracção: o mundo é dos criminosos ou ainda não deram por isso, meus tansos!
 

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