Não consegue pagar
as contas? Está com o tribunal dos penhores à porta e o banco em cima do
cachaço porque não consegue pagar o empréstimo da casa + carro + consumo +
despesas do cartão de crédito + colégio dos putos + água + luz + gás +
telemóvel/TV/Internet + tudo o resto? Não desespere à procura do raticida ou
dalguma trave que possa sustentar uma bonita forca, consigo a decorá-la. Agora,
pode simplesmente comprar o passe e ir viajar de Metro. Com efeito, e para
ajudar os cidadãos neste momento de crise, o governo dos Nabos resolveu não
aumentar o subsídio de desemprego ou outras prestações sociais que poderiam
tornar as pessoas “menos rijas” mas antes auxiliar os desesperados a cometerem
suicídio, que é aliás uma opção patriótica e que se recomenda, pois ajuda a
reduzir o défice público, dado que se poupará nos serviços de saúde, contas do
psiquiatra, salários, subsídio de desemprego e abono de família. Assim, começou
por cortar as verbas do Metro, de modo a que este tivesse de cortar nos travões
de emergência e nos dispositivos anti-incêndio. Uma vez estes desactivados por
falta de pilim para a manutenção, vão agora instaurar-se horários de suicídio
colectivo (não, não se trata de ir para além da Troika), sendo o primeiro
destes a chamada “Linha da Meia-Noite”. A “Linha da Meia-Noite” decorre da
meia-noite até ao último comboio da noite e durante este período os comboios
andarão com os travões desactivados e na velocidade máxima, de modo a potenciar
o maior e mais potente acidente, com o maior número de mortos que seja possível
produzir. Serão também criados passes sociais especiais para suicidas, a preço
duplo dos passes normais visto ter sido necessário investir na lenta
decomposição das carruagens, e isso demora tempo, já que o dinheiro para
manutenção das carruagens… essa é outra conversa que não vem aqui para o caso.
Naturalmente o serviço da “Linha da Meia-Noite” será gratuito apenas para os
que comprovem ter o passe especial de suicidas. Os demais, que viagem nessas
horas por motivos de trabalho, esses, se morrerem no decurso dos acidentes,
terão de pagar o serviço de remoção do cadáver, limpeza da via, carris, túneis
e carruagens, mesmo que estas devam apenas servir para o ferro-velho, uma vez
destruídas num choque frontal por falta de travões. Considerando que cada vez
mais gente tem de ter três empregos para conseguir acertar as contas ao fim do
mês, calcula-se que na linha da Meia-Noite possam vir a morrerá por semana
várias dezenas de pessoas sem candidatura a suicidas, pelo que o governo dos
Nabos espera vir a recolher uma significativa contribuição para os cofres do
défice, com os pagamentos de limpezas, recolha de cadáveres de familiares e
respectivas coimas, por parte dos familiares das vítimas. Este novo e
revolucionário serviço público espera inaugurar uma nova trend turística: o Turismo Suicida (não, não é o que constrói
hotéis e casas em cima de falésias mesmo a desmoronarem-se no próximo
temporal). Admite-se que esta trend
possa cooptar um amplo mercado mundial, oferecendo aos potenciais suicidas uns
dias de férias na “melhor cidade do mundo” e suficientes emoções fortes antes
do destino final para que a “Linha da Meia-Noite” leve os seus clientes,
obtendo-se com este novo mercado turístico uma fonte acrescida de divisas. Uma
vez por mês será promovido um grandioso incêndio nos túneis do Metro, o qual pode
ser alugado a governos e grupos armados genocidas, para estes se desfazerem
convenientemente dos cadáveres e deste modo não virem a ser chateados pelos
picuinhas do Tribunal Penal Internacional. Saúda-se desde já a audaz iniciativa
de eliminar os mecanismos de segurança do Metro, pois não só permitirá resolver
os problemas de excesso de população como, em simultâneo, trazer receitas para
o carenciado governo dos Nabos, acabando deste modo com a crise e inovando nas
ofertas turísticas. É solução garantida, afiançou o porta-voz do referido governo.
E nós não temos quaisquer motivos para duvidar da afirmação.Número total de visualizações de páginas
sábado, 16 de agosto de 2014
Já Não Precisa Duma Guerra para Morrer Num
Subterrâneo. Basta Andar de Metro
Não consegue pagar
as contas? Está com o tribunal dos penhores à porta e o banco em cima do
cachaço porque não consegue pagar o empréstimo da casa + carro + consumo +
despesas do cartão de crédito + colégio dos putos + água + luz + gás +
telemóvel/TV/Internet + tudo o resto? Não desespere à procura do raticida ou
dalguma trave que possa sustentar uma bonita forca, consigo a decorá-la. Agora,
pode simplesmente comprar o passe e ir viajar de Metro. Com efeito, e para
ajudar os cidadãos neste momento de crise, o governo dos Nabos resolveu não
aumentar o subsídio de desemprego ou outras prestações sociais que poderiam
tornar as pessoas “menos rijas” mas antes auxiliar os desesperados a cometerem
suicídio, que é aliás uma opção patriótica e que se recomenda, pois ajuda a
reduzir o défice público, dado que se poupará nos serviços de saúde, contas do
psiquiatra, salários, subsídio de desemprego e abono de família. Assim, começou
por cortar as verbas do Metro, de modo a que este tivesse de cortar nos travões
de emergência e nos dispositivos anti-incêndio. Uma vez estes desactivados por
falta de pilim para a manutenção, vão agora instaurar-se horários de suicídio
colectivo (não, não se trata de ir para além da Troika), sendo o primeiro
destes a chamada “Linha da Meia-Noite”. A “Linha da Meia-Noite” decorre da
meia-noite até ao último comboio da noite e durante este período os comboios
andarão com os travões desactivados e na velocidade máxima, de modo a potenciar
o maior e mais potente acidente, com o maior número de mortos que seja possível
produzir. Serão também criados passes sociais especiais para suicidas, a preço
duplo dos passes normais visto ter sido necessário investir na lenta
decomposição das carruagens, e isso demora tempo, já que o dinheiro para
manutenção das carruagens… essa é outra conversa que não vem aqui para o caso.
Naturalmente o serviço da “Linha da Meia-Noite” será gratuito apenas para os
que comprovem ter o passe especial de suicidas. Os demais, que viagem nessas
horas por motivos de trabalho, esses, se morrerem no decurso dos acidentes,
terão de pagar o serviço de remoção do cadáver, limpeza da via, carris, túneis
e carruagens, mesmo que estas devam apenas servir para o ferro-velho, uma vez
destruídas num choque frontal por falta de travões. Considerando que cada vez
mais gente tem de ter três empregos para conseguir acertar as contas ao fim do
mês, calcula-se que na linha da Meia-Noite possam vir a morrerá por semana
várias dezenas de pessoas sem candidatura a suicidas, pelo que o governo dos
Nabos espera vir a recolher uma significativa contribuição para os cofres do
défice, com os pagamentos de limpezas, recolha de cadáveres de familiares e
respectivas coimas, por parte dos familiares das vítimas. Este novo e
revolucionário serviço público espera inaugurar uma nova trend turística: o Turismo Suicida (não, não é o que constrói
hotéis e casas em cima de falésias mesmo a desmoronarem-se no próximo
temporal). Admite-se que esta trend
possa cooptar um amplo mercado mundial, oferecendo aos potenciais suicidas uns
dias de férias na “melhor cidade do mundo” e suficientes emoções fortes antes
do destino final para que a “Linha da Meia-Noite” leve os seus clientes,
obtendo-se com este novo mercado turístico uma fonte acrescida de divisas. Uma
vez por mês será promovido um grandioso incêndio nos túneis do Metro, o qual pode
ser alugado a governos e grupos armados genocidas, para estes se desfazerem
convenientemente dos cadáveres e deste modo não virem a ser chateados pelos
picuinhas do Tribunal Penal Internacional. Saúda-se desde já a audaz iniciativa
de eliminar os mecanismos de segurança do Metro, pois não só permitirá resolver
os problemas de excesso de população como, em simultâneo, trazer receitas para
o carenciado governo dos Nabos, acabando deste modo com a crise e inovando nas
ofertas turísticas. É solução garantida, afiançou o porta-voz do referido governo.
E nós não temos quaisquer motivos para duvidar da afirmação.
Não consegue pagar
as contas? Está com o tribunal dos penhores à porta e o banco em cima do
cachaço porque não consegue pagar o empréstimo da casa + carro + consumo +
despesas do cartão de crédito + colégio dos putos + água + luz + gás +
telemóvel/TV/Internet + tudo o resto? Não desespere à procura do raticida ou
dalguma trave que possa sustentar uma bonita forca, consigo a decorá-la. Agora,
pode simplesmente comprar o passe e ir viajar de Metro. Com efeito, e para
ajudar os cidadãos neste momento de crise, o governo dos Nabos resolveu não
aumentar o subsídio de desemprego ou outras prestações sociais que poderiam
tornar as pessoas “menos rijas” mas antes auxiliar os desesperados a cometerem
suicídio, que é aliás uma opção patriótica e que se recomenda, pois ajuda a
reduzir o défice público, dado que se poupará nos serviços de saúde, contas do
psiquiatra, salários, subsídio de desemprego e abono de família. Assim, começou
por cortar as verbas do Metro, de modo a que este tivesse de cortar nos travões
de emergência e nos dispositivos anti-incêndio. Uma vez estes desactivados por
falta de pilim para a manutenção, vão agora instaurar-se horários de suicídio
colectivo (não, não se trata de ir para além da Troika), sendo o primeiro
destes a chamada “Linha da Meia-Noite”. A “Linha da Meia-Noite” decorre da
meia-noite até ao último comboio da noite e durante este período os comboios
andarão com os travões desactivados e na velocidade máxima, de modo a potenciar
o maior e mais potente acidente, com o maior número de mortos que seja possível
produzir. Serão também criados passes sociais especiais para suicidas, a preço
duplo dos passes normais visto ter sido necessário investir na lenta
decomposição das carruagens, e isso demora tempo, já que o dinheiro para
manutenção das carruagens… essa é outra conversa que não vem aqui para o caso.
Naturalmente o serviço da “Linha da Meia-Noite” será gratuito apenas para os
que comprovem ter o passe especial de suicidas. Os demais, que viagem nessas
horas por motivos de trabalho, esses, se morrerem no decurso dos acidentes,
terão de pagar o serviço de remoção do cadáver, limpeza da via, carris, túneis
e carruagens, mesmo que estas devam apenas servir para o ferro-velho, uma vez
destruídas num choque frontal por falta de travões. Considerando que cada vez
mais gente tem de ter três empregos para conseguir acertar as contas ao fim do
mês, calcula-se que na linha da Meia-Noite possam vir a morrerá por semana
várias dezenas de pessoas sem candidatura a suicidas, pelo que o governo dos
Nabos espera vir a recolher uma significativa contribuição para os cofres do
défice, com os pagamentos de limpezas, recolha de cadáveres de familiares e
respectivas coimas, por parte dos familiares das vítimas. Este novo e
revolucionário serviço público espera inaugurar uma nova trend turística: o Turismo Suicida (não, não é o que constrói
hotéis e casas em cima de falésias mesmo a desmoronarem-se no próximo
temporal). Admite-se que esta trend
possa cooptar um amplo mercado mundial, oferecendo aos potenciais suicidas uns
dias de férias na “melhor cidade do mundo” e suficientes emoções fortes antes
do destino final para que a “Linha da Meia-Noite” leve os seus clientes,
obtendo-se com este novo mercado turístico uma fonte acrescida de divisas. Uma
vez por mês será promovido um grandioso incêndio nos túneis do Metro, o qual pode
ser alugado a governos e grupos armados genocidas, para estes se desfazerem
convenientemente dos cadáveres e deste modo não virem a ser chateados pelos
picuinhas do Tribunal Penal Internacional. Saúda-se desde já a audaz iniciativa
de eliminar os mecanismos de segurança do Metro, pois não só permitirá resolver
os problemas de excesso de população como, em simultâneo, trazer receitas para
o carenciado governo dos Nabos, acabando deste modo com a crise e inovando nas
ofertas turísticas. É solução garantida, afiançou o porta-voz do referido governo.
E nós não temos quaisquer motivos para duvidar da afirmação.
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