Numa entrevista ao jornal Economia
Arrebenta-Arrebenta o CEO do banco Balaclava Doces e Especiarias Lda., expôs a
nova estratégia deste empório financeiro para o novo milénio e os novos
desafios após estampanço da economia mundial contra as matracas e
estrelas-lâminas dos NINJAS. Trata-se nem mais nem menos que de uma
revolucionária visão de fazer negócios e chama-se “Fuga aos Impostos”. Os
impostos, como explicam várias escolas de economia, são um terrível flagelo contra
o desenvolvimento (dos lucros). Em especial se forem cobrados nos locais onde
as empresas têm fábricas de mão-de-obra servil, isto é, nos países de 3ª, 4ª e
5ª categoria, os quais não devem sequer ter veleidades em cobrar impostos a
grandes companhias ou investidores, devem é ficar satisfeitos por alguém
investir neles e até deviam pagar para isso, como referiu o entrevistado. O
banco Balaclava Doces e Especiarias Lda. tem sido um dos mais activos
inovadores financeiros, estando envolvido em experiências de manipulação
genética de activos, taxas de juro e cambiais de referência e foi grande
criador de derivados como os Cocós, os CDS (vulgo swaps) e outros jogos de
roleta russa, com reais tiros à bolsa e às vidas dos jogadores e muito em
especial dos não jogadores que se vêem agora a pagar à força os calotes destes
empreendedores batoteiros… perdão, inovadores. Este banco tem também
desenvolvido os Altos Padrões de Planeamento de Impostos, destinados ao melhor
e mais eficiente uso de offshores e
buracos nas leis dos países acima referidos para que as companhias e outros
grandes investidores possam sem dificuldade fugir aos perniciosos impostos, com
especial destaque se as bases de negócio se localizarem no negro Continente
Apagado. Para o processo decorrer na mais total opacidade, como é de boa
prática nestes casos, o cliente tem aconselhamento especializado, fornecido
pelo serviço de Offshore Empresarial do referido banco. De acordo com este
serviço, cria-se a favor do investidor uma sede fictíca na Ilha dos Lémures
para onde seguem os lucros do empreendimento no negro continente – que de
facto, por estas e outras está cada vez mais Apagado – e como os Lémures
desconhecem o que sejam impostos, os lucros podem chegar ao investidor sem
qualquer retenção na fonte, IRCs e outras trapalhadas similares. Deste modo o
Balaclava Doces e Especiarias Lda. irá alargar a sua carteira de clientes e
também os seus lucros, muito necessários para pagar as multas que tem sobre si
por manipulação de taxas de electricidades e malabarismos com as taxas
Bora-Bora e seguramente trará a felicidade aos seus dilectos clientes. Esta
engenharia financeira deverá fazer sair do Continente cerca de 3 vezes mais
fundos do que os recebidos em ajuda internacional e acabará de vez com saúde e
educação pública local mas essas são também despesas escusadas, dado que os
curandeiros locais bastarão às necessidades da população e saber ler e escrever
não é importante para quem irá passar toda a santa vida agarrado a uma arma, a
uma picareta ou a uma maquineta numa fábrica. Aliás, não valerá a pena investir
em hospitais e escolas para gente que morrerá demasiado cedo, se não por
acidentes no local de trabalho ou uma mina soterrada, morrerá pela certa graças
aos envenenamentos ambientais causados por todos estes investimentos pois neste
Continente não há dores de cabeça a cumprir normas ambientais que são cumpridas
nos países de origem dos investidores. Instado a comentar o facto de se estes
impostos em fuga serem 3 vezes superiores à ajuda dada ao Continente e se isso
se enquadra nos Altos Padrões de Planeamento de Impostos criados pelo banco e muito
publicitados, o CEO do Balaclava Doces e Especiarias Lda. afirmou que sim, pois
estes Altos Padrões devem defender os interesses do cliente a todo o custo. No
final da entrevista e tendo-lhe sido perguntado se considerava honesto usar offshores para fugir aos impostos o
genial CEO disse: “Bem, honesto, honesto, não será mas a honestidade é para os
românticos e nós… nós somos pragmáticos”.
O Pais dos Turbantes, a braços
com uma guerra civil que não há meio de abrandar apesar da razia que tem
provocado nos seus habitantes, a ponto do chefe de governo Turbante Teimoso,
estar a enviar convites aos cidadãos de países com gente a mais, não exigindo
quaisquer competências, apenas a disponibilidade para serem mortos no fogo
cruzado entre facções rivais mas oferecendo salário e entrada na Função Pública
local se comprovarem ter recebido treino prévio em guerra santa, pois é a que
se pratica entre os Turbantes. A proposta é tentadora pois a Função Pública
local tem apenas uma tarefa a cumprir – andar à trolha, o que nos tempos que
correm até uma criança é capaz de fazer, como provam os exércitos de putos com kalashnikovs e granadas verdadeiras, que
são muito mais educativas que as de brincar – e apresenta grandes oportunidades
de avanço na carreira pois caso se tenha nascido c’o rabo virado para a lua
(símbolo sagrado na região) pode beneficiar-se da elevadíssima taxa de
renovação dos seus quadros. Nos últimos convites que foram endereçados “a quem
possa interessar” ofereciam-se cargos de especialistas em tortura de bebés,
para acções de formação no território, exigindo-se a apresentação de
certificado de especialização em escola superior de Guerra Santa. A razão desta
procura específica de técnicos prende-se com o facto de que estes têm sofrido
algumas baixas não tanto devido à guerra que cerca os centros de formação mas
antes porque os formandos, contestando os métodos de ensino ou as
interpretações dos versículos religiosos que entoam no início e fim das aulas,
“despacham os formadores com a técnica da “prancha” ou mais rapidamente com um
tiro na nuca.
Além disso tem-se verificado uma acentuada procura neste tipo de
formadores no mercado internacional, dada a urgente necessidade de torturadores
de gabarito nos vários conflitos espalhados pelo Globo, sendo especialmente
solicitados pela Não-Democracia Genocídio e Afins e pela República Bem ao
Centro, do Continente A Coisa ‘Tá Preta. Os cursos terão 100% de aulas
práticas, leccionadas em todas as cidades e aldeias do país, com especial
relevo para a Grande Aleppo, sendo o material de curso constituído pelos bebés
e crianças da população civil, ocasionalmente com o extra de algumas mães para
os formandos mais aplicados.
Além disso tem-se verificado uma acentuada procura neste tipo de
formadores no mercado internacional, dada a urgente necessidade de torturadores
de gabarito nos vários conflitos espalhados pelo Globo, sendo especialmente
solicitados pela Não-Democracia Genocídio e Afins e pela República Bem ao
Centro, do Continente A Coisa ‘Tá Preta. Os cursos terão 100% de aulas
práticas, leccionadas em todas as cidades e aldeias do país, com especial
relevo para a Grande Aleppo, sendo o material de curso constituído pelos bebés
e crianças da população civil, ocasionalmente com o extra de algumas mães para
os formandos mais aplicados.
O curso garante empregabilidade total, viagens a
rodos e contacto profundo com culturas estrangeiras, sendo de grande futuro nos
posteriores teatros de guerra a fundar na região ou em qualquer outra, pois um
torturador não precisa de saber línguas, para isso estão lá os assistentes e
responsáveis pelos inquéritos aos insurgentes. No final do curso e após exame
prático intensivo supervisionado por especialistas na matéria, serão dados aos
torturadores recém-licenciados, de curso com discriminação detalhada das
matérias frequentadas e respectivas classificações finais, assim com diplomas
de curso devidamente certificados pelas instâncias internacionais. Esta é uma
profissão de imenso futuro. Tanto mais que a guerra está para durar.






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