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terça-feira, 1 de abril de 2014

Numa entrevista ao jornal Economia Arrebenta-Arrebenta o CEO do banco Balaclava Doces e Especiarias Lda., expôs a nova estratégia deste empório financeiro para o novo milénio e os novos desafios após estampanço da economia mundial contra as matracas e estrelas-lâminas dos NINJAS. Trata-se nem mais nem menos que de uma revolucionária visão de fazer negócios e chama-se “Fuga aos Impostos”. Os impostos, como explicam várias escolas de economia, são um terrível flagelo contra o desenvolvimento (dos lucros). Em especial se forem cobrados nos locais onde as empresas têm fábricas de mão-de-obra servil, isto é, nos países de 3ª, 4ª e 5ª categoria, os quais não devem sequer ter veleidades em cobrar impostos a grandes companhias ou investidores, devem é ficar satisfeitos por alguém investir neles e até deviam pagar para isso, como referiu o entrevistado. O banco Balaclava Doces e Especiarias Lda. tem sido um dos mais activos inovadores financeiros, estando envolvido em experiências de manipulação genética de activos, taxas de juro e cambiais de referência e foi grande criador de derivados como os Cocós, os CDS (vulgo swaps) e outros jogos de roleta russa, com reais tiros à bolsa e às vidas dos jogadores e muito em especial dos não jogadores que se vêem agora a pagar à força os calotes destes empreendedores batoteiros… perdão, inovadores. Este banco tem também desenvolvido os Altos Padrões de Planeamento de Impostos, destinados ao melhor e mais eficiente uso de offshores e buracos nas leis dos países acima referidos para que as companhias e outros grandes investidores possam sem dificuldade fugir aos perniciosos impostos, com especial destaque se as bases de negócio se localizarem no negro Continente Apagado. Para o processo decorrer na mais total opacidade, como é de boa prática nestes casos, o cliente tem aconselhamento especializado, fornecido pelo serviço de Offshore Empresarial do referido banco. De acordo com este serviço, cria-se a favor do investidor uma sede fictíca na Ilha dos Lémures para onde seguem os lucros do empreendimento no negro continente – que de facto, por estas e outras está cada vez mais Apagado – e como os Lémures desconhecem o que sejam impostos, os lucros podem chegar ao investidor sem qualquer retenção na fonte, IRCs e outras trapalhadas similares. Deste modo o Balaclava Doces e Especiarias Lda. irá alargar a sua carteira de clientes e também os seus lucros, muito necessários para pagar as multas que tem sobre si por manipulação de taxas de electricidades e malabarismos com as taxas Bora-Bora e seguramente trará a felicidade aos seus dilectos clientes. Esta engenharia financeira deverá fazer sair do Continente cerca de 3 vezes mais fundos do que os recebidos em ajuda internacional e acabará de vez com saúde e educação pública local mas essas são também despesas escusadas, dado que os curandeiros locais bastarão às necessidades da população e saber ler e escrever não é importante para quem irá passar toda a santa vida agarrado a uma arma, a uma picareta ou a uma maquineta numa fábrica. Aliás, não valerá a pena investir em hospitais e escolas para gente que morrerá demasiado cedo, se não por acidentes no local de trabalho ou uma mina soterrada, morrerá pela certa graças aos envenenamentos ambientais causados por todos estes investimentos pois neste Continente não há dores de cabeça a cumprir normas ambientais que são cumpridas nos países de origem dos investidores. Instado a comentar o facto de se estes impostos em fuga serem 3 vezes superiores à ajuda dada ao Continente e se isso se enquadra nos Altos Padrões de Planeamento de Impostos criados pelo banco e muito publicitados, o CEO do Balaclava Doces e Especiarias Lda. afirmou que sim, pois estes Altos Padrões devem defender os interesses do cliente a todo o custo. No final da entrevista e tendo-lhe sido perguntado se considerava honesto usar offshores para fugir aos impostos o genial CEO disse: “Bem, honesto, honesto, não será mas a honestidade é para os românticos e nós… nós somos pragmáticos”.


O Pais dos Turbantes, a braços com uma guerra civil que não há meio de abrandar apesar da razia que tem provocado nos seus habitantes, a ponto do chefe de governo Turbante Teimoso, estar a enviar convites aos cidadãos de países com gente a mais, não exigindo quaisquer competências, apenas a disponibilidade para serem mortos no fogo cruzado entre facções rivais mas oferecendo salário e entrada na Função Pública local se comprovarem ter recebido treino prévio em guerra santa, pois é a que se pratica entre os Turbantes. A proposta é tentadora pois a Função Pública local tem apenas uma tarefa a cumprir – andar à trolha, o que nos tempos que correm até uma criança é capaz de fazer, como provam os exércitos de putos com kalashnikovs e granadas verdadeiras, que são muito mais educativas que as de brincar – e apresenta grandes oportunidades de avanço na carreira pois caso se tenha nascido c’o rabo virado para a lua (símbolo sagrado na região) pode beneficiar-se da elevadíssima taxa de renovação dos seus quadros. Nos últimos convites que foram endereçados “a quem possa interessar” ofereciam-se cargos de especialistas em tortura de bebés, para acções de formação no território, exigindo-se a apresentação de certificado de especialização em escola superior de Guerra Santa. A razão desta procura específica de técnicos prende-se com o facto de que estes têm sofrido algumas baixas não tanto devido à guerra que cerca os centros de formação mas antes porque os formandos, contestando os métodos de ensino ou as interpretações dos versículos religiosos que entoam no início e fim das aulas, “despacham os formadores com a técnica da “prancha” ou mais rapidamente com um tiro na nuca. Além disso tem-se verificado uma acentuada procura neste tipo de formadores no mercado internacional, dada a urgente necessidade de torturadores de gabarito nos vários conflitos espalhados pelo Globo, sendo especialmente solicitados pela Não-Democracia Genocídio e Afins e pela República Bem ao Centro, do Continente A Coisa ‘Tá Preta. Os cursos terão 100% de aulas práticas, leccionadas em todas as cidades e aldeias do país, com especial relevo para a Grande Aleppo, sendo o material de curso constituído pelos bebés e crianças da população civil, ocasionalmente com o extra de algumas mães para os formandos mais aplicados.

O curso garante empregabilidade total, viagens a rodos e contacto profundo com culturas estrangeiras, sendo de grande futuro nos posteriores teatros de guerra a fundar na região ou em qualquer outra, pois um torturador não precisa de saber línguas, para isso estão lá os assistentes e responsáveis pelos inquéritos aos insurgentes. No final do curso e após exame prático intensivo supervisionado por especialistas na matéria, serão dados aos torturadores recém-licenciados, de curso com discriminação detalhada das matérias frequentadas e respectivas classificações finais, assim com diplomas de curso devidamente certificados pelas instâncias internacionais. Esta é uma profissão de imenso futuro. Tanto mais que a guerra está para durar.


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