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quinta-feira, 17 de julho de 2014

União das Hortaliças Proclama Guerra aos Impostos Sobre o Trabalho
Mais notícias da central dos malucos, perdão, da União das Hortaliças. Desta vez os malucos reuniram e tendo mais uma vez cantado em coro o mantra “A Economia da União Está a Recuperar, Ouuuum!” e verificado – desta vez deram-se à louca fantasia de verificarem – que a economia não recuperava mas teimava permanecer zombie, decidiram que estava na altura de mudar de mantra, mas não de postura de yoga nem de gurú. Assim, após muito puxarem pela cabeça, pelas orelhas, pelas barbas e pelos narizes, decidiram que o novo mantra seria “não há perigo de deflacção, está tudo na maior”, pois um toque mais popular talvez fosse o ingrediente necessário para fazer funcionar o feitiço. Até ao momento espera-se que o feitiço funcione mas provavelmente será um daqueles que só dão efeito 7 gerações mais tarde. O que de todo não é o mais aconselhável quando se tem de ir a votos de 4 em 4 anos e convencer os preguiçosos dos eleitores a votarem, preferencialmente em nós, isto é, nos malucos que dirigem a União. Foi assim necessário mudar as posturas de ioga e criar um novo mantra, para ver se os resultados chegam a tempo das próximas eleições. E o mantra agora é “baixar os impostos do trabalho”, ideia que todos os assistentes e noviços aplaudiram, pela originalidade. O problema contudo é que para a magia dar efeito é necessário realizar um conjunto de posturas de ioga absolutamente impossíveis, a saber: 1º - esticar o braço esquerdo e baixar os impostos sobre o trabalho, 2º - esticar o braço direito e aumentar os impostos sobre o trabalho, 3º - enrolar a perna direita ao pescoço e reduzir ainda mais o orçamento de estado para mais dinheiro dos impostos ir para os pagamentos dos lucros dos mercados e dos credores, vulgo juros de dívida, 4º - enrolar a perna esquerda ao pescoço e baixar os impostos sobre fortunas e capitais, 5º - com as duas pernas ao pescoço fazer o favor de não cair no chão e levitar de braços esticados pois não queremos perturbações nos mercados de capital e as quedas provocam sempre muito barulho, 6º - caso não tenha conseguido levitar mas batido no chão com aquela coisa ao fundo das costas, aumentar os impostos, declarando que não aumentou os impostos porque  o orçamento tem de manter o défice (e os contribuintes) em ponto morto e a fatia para pagamento dos juros tem de aumentar porque, mesmo sem pedir mais dinheiro, os juros – dado que são compostos – aumentam e nem é preciso falir mais nenhum banco. Se não compreendeu a utilidade deste exercício nem as novas directivas fiscais da União, não se preocupe, quem criou a directiva também não, o discurso para baixar impostos sobre o trabalho foi apenas para alindar o retrato. Quanto aos parvos que apenas conseguem arranjar pilim se trabalharem, ah, bem, não se preocupem, continuarão a pagar impostos com língua de palmo, pois assim manda a União, mesmo que oficialmente não mande, antes pelo contrário e sejam bem-vindos a este maravilhoso mundo novo da impossibilidade. Ou da hipocrisia pura e dura.
 

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