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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Rebentou novo escândalo na corrida eleitoral para chanceler da República das Batatas, desta durante os 1500 m barreiras com estafetas e protagonizado pelo ministro batatense das Finanças ao não passar o testemunho ao colega seguinte de equipa. Com efeito as emoções têm-se sucedido no estádio olímpico da Bola com Creme, capital da República Federal, tendo inclusive levado público e juízes a perguntar-se se um dos candidatos estará ou não a correr na corrida adequada, mas isso será alvo de próxima notícia quando tivermos mais informações do nosso correspondente desportivo na Bola com Creme. O actual escândalo ocorreu quando o ministro em vez de passar o testemunho, continuou a correr e a discursar para um dos jornalistas eleitorais, desobedecendo a todas as normas da corrida e irritando todos os colegas de equipa e atletas adversários. Pior foi quando por fim os juízes da prova, começando a correr atrás dele finalmente o agarraram pelos fundilhos do equipamento. Nessa altura declarava ele ao jornalista que a Repúlica federal das Batatas era a responsável pelo tremendo sucesso económico da União das Hortaliças, que era a determinação batatense que estava a consertar a União, ignorassem os profetas da desgraça pois já era tempo dos eleitores darem ouvidos a quem sabe”. O jornalista também estava a dar ouvidos, pois iniciara a entrevista a correr ao lado do ministro e com o microfone bem junto deste mas à data do faltoso ser filado pelos juízes encontrava-se já a mais de meio metro de distância e olhava assustadamente para o seu entrevistado. O ministro, no entanto, estava eufórico e alheio aos esforços dos juízes para o imobilizarem. E declarava convicto que “a receita está a funcionar, a União está a ser consertada, e isto para desgosto da avalanche de críticos dos jornais, universidades e organizações políticas. É claro que o ajustamento era doloroso mas a sua aplicação é flexível e adaptável e as redes de segurança da União garantiram uma mistura bem calibrada de incentivos e solidariedade para amortecer o sofrimento”, momento em que o jornalista se afastou um metro e os juízes enfiaram de vez o ministro no colete de forças. Porque bem sabemos dos vários, talvez milhares de moussakenses, por exemplo, que têm morrido de fome, falta de assistência médica e medicamentosa ou atacados pelos adeptos dos partidos “os únicos com direito a viver somos nós”. Nesta altura o ministro, sem dar fé do colete de forças ou qualquer restrição de movimentos, declarou que “bem podem as universidades e organizações internacionais produzir estudos sobre os riscos da política económica seguida na União, porque a verdade é que em apenas 3 anos os custos unitários do trabalho e a competitividade estão a ajustar-se e os défices a desaparecer. A recessão na União das Hortaliças acabou”. O que aumentou a já grande confusão entre os colegas de equipa pois a economia da União está em coma e com crescimento quase zero, as taxas de desemprego sobem nos vários países, nalguns deles até aos 30%, os preços unitários do trabalho descem porque os cidadãos são agora obrigados a pagar para trabalharem e é só por bocadinhos, o que torna muito difícil que estes cidadãos comprem as batatas de que precisam para se manterem vivos. E quanto à competição no mercado internacional… mas ele talvez só estivesse a falar da República das Batatas, justificaram os colegas. Para se calarem de imediato pois o batata rematava a sua arenga com “os sistemas adaptam-se, as tendências mudam. Por outras palavras, o que foi partido pode ser reparado. A União de hoje é a prova”. Altura em que todos concluíram estar a acontecer algo muito estranho ao colega. E estava. Análises à urina e ao sangue comprovaram que quando proferiu este discurso estava com uma trip de LSD e Estasy que batia todos os recordes dos livros dos recordes. Neste momento a grande dúvida que atormenta o estádio é: pode um viciado em drogas pesadas continuar a fazer parte da equipa? Espera-se que a Tripeça, que nada sabe de regras de atletismo, decida.

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