Nova Intervenção Eminente na Democracia da Moussaka: Políticos em Campanha Eleitoral na República Federal das Batatas Recusam Falar Disso
O banco central Esburga até ao Osso, da República Federal das Batatas, reuniu um conjunto de apostadores que, após aplicarem diversas fórmulas matemáticas de alta complexidade, e tirando os resultados à sorte em função das saídas na roleta do casino, concluíram que se tinha de conceder urgentemente outro empréstimo de conquilhas à Democracia da Moussaka, sob pena dos seus cidadão se revoltarem e correrem com todos os economistas e empresas estrageiras do país, recusarem pagar a dívida sempre em crescimento exponencial como as bactérias (resultado, diz-se a meia voz, dos efeitos tóxicos dos sapos que foram amplamente vendidos a esta Democracia), e desatarem aos tiros a todos os emigrantes da República Unida do Goulash e da Liga do Couscuz mas também sobre turistas, sendo alvos preferidos os da República Federal das Batatas por serem gordos e altos. Esta política de violência é aliás defendida por um dos partidos locais que gosta de transformar o parlamento em parada militar, tendo especializado os seus deputados na entoação, em sentido e com bater de calcanhares, de slogans contra todos os estrangeiros, em especial goulashes, cuscuzes e sobreviventes das velhas comunidades de Ovos Estrelados que foram quase integralmente exterminadas na última guerra. Os Ovos Estrelados locais, contudo, sentem grande ofensa por lhes chamarem estrangeiros, já que vivem na Moussaka desde que as coisas na Península das Areias deram para o torto no tempo do Império do Esparguete, ou seja, desde a Maria-Cachucha. O que não foi dito mas é a real preocupação do banco central da República das Batatas é que sem esta nova dose de conquilhas a Moussaka não terá condições de pagar a totalidade dos juros às Batatas (consegue pagar só cerca de 70%) e os bancos desta República Federal, que também andam nas lonas mas é segredo, irão ao fundo. Para a sobrevivência destes bancos, que também se fartaram de fazer negócios indecifráveis e muito arriscados mas só os da Moussala é que são os “baldas”, é necessário que um balde de conquilhas seja pago com juros iguais a dois baldes cheios por mês. Assim, o banco central das Batatas empresta conquilhas para a Moussaka lhas devolver, acrescidas de outro tanto, tiradas aos bolsos dos seus cidadãos. Não é mau negócio, mas também estamos a lidar com profissionais, não é verdade? O grande problema foi o timing destas declarações sobre empréstimos. É que neste momento as Batatas estão em campanha eleitoral e as batatas-cidadãs (que sabem que os da Moussaka são uns g’andas perdulários e uns calinas de primeira, ou não existissem as praias, os monumentos antigos e os filósofos, cantores, dramaturgos e compositores antigos e actuais para o provar) não querem nem ouvir falar em dar “o seu dinheirinho” para os moussakenses, uns sornas trafulhas é o que os da Moussaka são! Qualquer político batatense que fale no assunto corre sério risco de ser cilindrado pelos eleitores que, como prova a história, são bons para a pancada. Para evitar sobressaltos e receios económicos por parte das batatas – que se são boas para a pancada, assustam-se e queixam-se à menor coisinha, fazendo de seguida rolar as cabeças dos dirigentes (sendo batatas é muito fácil) – o governo ainda em funcionamento, apoiado pelos votos dos políticos já em campanha eleitoral, decretou que era proibido falar nas novas conquilhas a agiotar à Democracia da Moussaka, que de tão faminta já pensa mudar o nome para Demo do Osso Esburgado, e avisaram dessa proibição com grandes Ist Verboten! (o que quer que isto queira dizer, ninguém sabe) a negrito e formato 70, que fizeram circular nas redes sociais da Rede-de-Pesca e em cartazes e spots publicitários indicando também, em mais um exemplo da eficiência desta República Federal, as multas a aplicar aos fala-baratos. Estas multas serão obviamente canalizadas para o futuro resgate à Moussaka, para não tirar dinheiro aos bancos locais que, como já se disse mas muito muito muito baixinho, estão também c’os pés p’rá cova. Ainda não foi decretado que é também proibido falar disto mas… não é necessário.
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