Foi hoje, em brilhante festa
concebida para o efeito, que incluiu distribuição de comida aos pobres e
iluminações públicas pisca-pisca como as das árvores de Natal, que o senhor Nabiça-Gorda
foi hoje reconduzido ao cargo que ocupava na empresa estatal-privada Pouca-Terra-Pouca-Terra
(não se sabe muito bem se é uma coisa ou outra, donde por via das dúvidas,
chamemos-lhes EEP) antes de ter passado para a equipa do Ministério dos
Carcanhóis. Como os leitores estarão talvez recordados, a nossa Nabiça-Gorda
pediu a demissão por causa dos sapos tóxicos – quando vos dizem que eles são
tóxicos não estão a exagerar – que enquanto à frente dos cofres da Pouca-Terra-Pouca-Terra
comprara a um respeitabilíssimo criador de sapos da Terra do Chá. Apenas por
acaso, daqueles percalços que acontecem, veio a descobrir-se estar este criador
envolvido numa estranha fraude, com mexilhões a serem passados por conquilhas, o
que inundou o mercado de divisas falsas e casca mole. Ora o nosso eminente
economista (apesar de ter engolido a peta do criador) e gestor nas horas vagas
regressa agora à Pouca-Terra-Pouca-Terra, para alegria de subordinados e
colegas, já para não falar do tal da Terra do Chá, que já tem uns novos
contratos de venda de sapos à Pouca-Terra devidamente afiançados com o Nabiça,
ainda antes deste ter abandonado o executivo. Portanto, e apesar dos estragos
que os sapos têm estado a fazer à empresa, o excelente Nabiça-Gorda (que aliás
tem uma rechonchuda barriguinha), regressou às origens, com o mesmo salário,
mais uns bónus extra-programa por ter servido no governo nacional das nabiças.
Sem contar com as comissões secretas, pagos directamente pelo criador de sapos ao
cofre pessoal do Sr. Nabiça, sedeado no Cantão dos Queijos, o que é aliás muito
útil dado que assim não precisa de declarar impostos cá nesta república das
couves. Portanto, vamos a recapitular: o Sr. Nabiça comprou sapos a um criador
duvidoso, por essa razão foi chamado para as altas funções governativas, os
sapos atiraram com a Pouca-Terra-Pouca-Terra ao fundo, o Sr. Nabiça demite-se
por causa do problema, regressando à Pouca-terra… que está com o problmea. E já
com uma nova remessa de sapos debaixo do braço. Entretanto, 70% dos
trabalhadores da Pouca-Terra estão já no desemprego por causa da toxicidade
maciça libertada pelos sapos contratados mas o Sr. Nabiça afirma que a melhor
forma de resolver os problemas financeiros da empresa de que torna a ser chefe,
é… comprar mais sapos. Confuso? Não se preocupe, não está á beira dum
esgotamento cerebral. Os sapos são confusos, e multiplicam-se como mosquitos, como
aliás foi o objectivo de quem os criou em primeiro lugar.Número total de visualizações de páginas
sábado, 14 de setembro de 2013
Foi hoje, em brilhante festa
concebida para o efeito, que incluiu distribuição de comida aos pobres e
iluminações públicas pisca-pisca como as das árvores de Natal, que o senhor Nabiça-Gorda
foi hoje reconduzido ao cargo que ocupava na empresa estatal-privada Pouca-Terra-Pouca-Terra
(não se sabe muito bem se é uma coisa ou outra, donde por via das dúvidas,
chamemos-lhes EEP) antes de ter passado para a equipa do Ministério dos
Carcanhóis. Como os leitores estarão talvez recordados, a nossa Nabiça-Gorda
pediu a demissão por causa dos sapos tóxicos – quando vos dizem que eles são
tóxicos não estão a exagerar – que enquanto à frente dos cofres da Pouca-Terra-Pouca-Terra
comprara a um respeitabilíssimo criador de sapos da Terra do Chá. Apenas por
acaso, daqueles percalços que acontecem, veio a descobrir-se estar este criador
envolvido numa estranha fraude, com mexilhões a serem passados por conquilhas, o
que inundou o mercado de divisas falsas e casca mole. Ora o nosso eminente
economista (apesar de ter engolido a peta do criador) e gestor nas horas vagas
regressa agora à Pouca-Terra-Pouca-Terra, para alegria de subordinados e
colegas, já para não falar do tal da Terra do Chá, que já tem uns novos
contratos de venda de sapos à Pouca-Terra devidamente afiançados com o Nabiça,
ainda antes deste ter abandonado o executivo. Portanto, e apesar dos estragos
que os sapos têm estado a fazer à empresa, o excelente Nabiça-Gorda (que aliás
tem uma rechonchuda barriguinha), regressou às origens, com o mesmo salário,
mais uns bónus extra-programa por ter servido no governo nacional das nabiças.
Sem contar com as comissões secretas, pagos directamente pelo criador de sapos ao
cofre pessoal do Sr. Nabiça, sedeado no Cantão dos Queijos, o que é aliás muito
útil dado que assim não precisa de declarar impostos cá nesta república das
couves. Portanto, vamos a recapitular: o Sr. Nabiça comprou sapos a um criador
duvidoso, por essa razão foi chamado para as altas funções governativas, os
sapos atiraram com a Pouca-Terra-Pouca-Terra ao fundo, o Sr. Nabiça demite-se
por causa do problema, regressando à Pouca-terra… que está com o problmea. E já
com uma nova remessa de sapos debaixo do braço. Entretanto, 70% dos
trabalhadores da Pouca-Terra estão já no desemprego por causa da toxicidade
maciça libertada pelos sapos contratados mas o Sr. Nabiça afirma que a melhor
forma de resolver os problemas financeiros da empresa de que torna a ser chefe,
é… comprar mais sapos. Confuso? Não se preocupe, não está á beira dum
esgotamento cerebral. Os sapos são confusos, e multiplicam-se como mosquitos, como
aliás foi o objectivo de quem os criou em primeiro lugar.
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