Todos conhecem a extrema responsabilidade social
e devoção à Natureza dos cidadãos da República Federal das Batatas, e em
particular das suas empresas. Não é que não poluam como os mais, que não
explorem os escravos como os mais nem que não entrem em corrupções e falcatruas
como os mais mas fazem-no fora de portas e sempre tão eficientemente pela
calada que é extremamente difícil dar por ela. De entre os ecologistas ninguém
é mais ecologista que o pessoal da República Federal das Batatas. Não só tratam
melhor os animais do que os turcos… perdão, forasteiros, de acordo com o que já
dizia certo dirigente do tempo do Batata Podre, como se preocupam à séria com o
meio ambiente, lutando contra o nuclear, votando num partido verde que disputa
lugares com os mais votados do Parlamento batatense e passando a vida a pisar os
decisores para promulgarem leis que reduzam as emissões dos gases de aquecer
estufas, fumos de carros, águas sujas e por aí fora. Mas nada de confundir as
coisas: ecologia é ecologia e negócios são negócios, e se for possível juntar
os dois, tanto melhor. Quando não se pode… há guerra. E os batatenses, têm-no
provado ao longo da História, são uns ases p’rá batatada. Também se têm provado
uns ases na indústria química, em especial quando se trata de matar em barda, o
que tem as suas grandes vantagens na agricultura e na redução da população
mundial, como os dias do Batata Podre bem o provaram. Ora um destes dias os
políticos da União das Hortaliças, sedeados na Capital do Tacho/ Couve-de-Bruxelas
(depende de se lê em valão ou em queijo flamengo), decidiram proibir uns
quantos pesticidas que têm feito das boas a muita gente e em especial têm
provado a sua eficácia a matar abelhas em barda. Todos os ecologistas da União
se regozijaram com a proibição e desta vez a habitual desunião da União sumiu,
de leste a oeste, de norte a sul, todos aplaudiram a medida. As abelhas talvez
tivessem uma hipótese de sobreviver, e deste modo a produção agrícola. Por isso
grande foi o espanto quando a maior empresa química da República das Batatas
decidiu pôr em tribunal os deputados da União das Hortaliças por causa desta
nova lei. Normalmente é a União das Hortaliças que põe em tribunal toda a
gente, incluindo governos, em especial se forem aqueles rascas pedinchões lá do
sul, que ninguém compreende para que servem. Normalmente é a União das
Hortaliças que faz estas leis ambientais. Normalmente toda a gente tem de
obedecer às leis. Mas lá está, negócios são negócios e conhaque é conhaque. E a
grande Bye-Bye, que fabrica pesticidas e medicamentos pois de uma coisa à outra
a diferença não é muita, o que aliás pode explicar algumas mortes macacas onde
devia haver curas, sabe disso muito bem. A proibição dar-lhe-ia cabo dos muitos
milhões e milhões de carcanhóis de negócio e perder clientela no mundo todo. E
isso é uma coisa que nenhum respeitável cidadão batatense, menos ainda uma
grande empresa batatense, pode sofrer. Trata-se de uma questão de bom nome, de
uma questão de honra. Mas não devemos pensar que a Bye-Bye não é ecologista,
não senhor. São grandes amigos do ambiente. Aliás, a sua férrea oposição à
proibição destes pesticidas resulta da sua grande preocupação e
responsabilidade ambiental. Porque, assim o demonstram, o mundo está em
sobrecarga de consumo de recursos, excesso de população, excesso de poluição,
enfim excessos que destroem o ambiente. Combater esses excessos é vital. E
esses excessos vêm de onde? De haver demasiadas pessoas. Então, se se matarem
as abelhas todas, deixa de haver polinização, a menos a que se faça
artificialmente. Então coisas como a fruta, o trigo, o milho, o centeio, as
couves, essas coisas, passarão a ser muito mais caras. E quem for muito pobre
deixa de as poder comprar. Como há muitos milhões de pobres, estes acabaram por
morrer à fome e o problema do excesso de população desaparece, e com ele o
excesso de poluição e de consumo de recursos. O facto de com as abelhas
exterminadas os ecossistemas entrarem em colapso… bem, o mundo não é perfeito e
numa guerra existem sempre lamentáveis danos colaterais. Também partilhamos
esta visão profundamente ecologista da química Bye-Bye e por esse motivo
pusemos já a circular na Rede-de-Pesca um abaixo-assinado de apoio à missão
ecologista desta empresa, e esperamos a total adesão dos nossos subscritores e
já agora… tragam um amigo também, a Bye-Bye oferece, com desconto de 10% do
preço de marca, uns bonitos antibióticos genéricos para doenças que nunca irão
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terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Todos conhecem a extrema responsabilidade social
e devoção à Natureza dos cidadãos da República Federal das Batatas, e em
particular das suas empresas. Não é que não poluam como os mais, que não
explorem os escravos como os mais nem que não entrem em corrupções e falcatruas
como os mais mas fazem-no fora de portas e sempre tão eficientemente pela
calada que é extremamente difícil dar por ela. De entre os ecologistas ninguém
é mais ecologista que o pessoal da República Federal das Batatas. Não só tratam
melhor os animais do que os turcos… perdão, forasteiros, de acordo com o que já
dizia certo dirigente do tempo do Batata Podre, como se preocupam à séria com o
meio ambiente, lutando contra o nuclear, votando num partido verde que disputa
lugares com os mais votados do Parlamento batatense e passando a vida a pisar os
decisores para promulgarem leis que reduzam as emissões dos gases de aquecer
estufas, fumos de carros, águas sujas e por aí fora. Mas nada de confundir as
coisas: ecologia é ecologia e negócios são negócios, e se for possível juntar
os dois, tanto melhor. Quando não se pode… há guerra. E os batatenses, têm-no
provado ao longo da História, são uns ases p’rá batatada. Também se têm provado
uns ases na indústria química, em especial quando se trata de matar em barda, o
que tem as suas grandes vantagens na agricultura e na redução da população
mundial, como os dias do Batata Podre bem o provaram. Ora um destes dias os
políticos da União das Hortaliças, sedeados na Capital do Tacho/ Couve-de-Bruxelas
(depende de se lê em valão ou em queijo flamengo), decidiram proibir uns
quantos pesticidas que têm feito das boas a muita gente e em especial têm
provado a sua eficácia a matar abelhas em barda. Todos os ecologistas da União
se regozijaram com a proibição e desta vez a habitual desunião da União sumiu,
de leste a oeste, de norte a sul, todos aplaudiram a medida. As abelhas talvez
tivessem uma hipótese de sobreviver, e deste modo a produção agrícola. Por isso
grande foi o espanto quando a maior empresa química da República das Batatas
decidiu pôr em tribunal os deputados da União das Hortaliças por causa desta
nova lei. Normalmente é a União das Hortaliças que põe em tribunal toda a
gente, incluindo governos, em especial se forem aqueles rascas pedinchões lá do
sul, que ninguém compreende para que servem. Normalmente é a União das
Hortaliças que faz estas leis ambientais. Normalmente toda a gente tem de
obedecer às leis. Mas lá está, negócios são negócios e conhaque é conhaque. E a
grande Bye-Bye, que fabrica pesticidas e medicamentos pois de uma coisa à outra
a diferença não é muita, o que aliás pode explicar algumas mortes macacas onde
devia haver curas, sabe disso muito bem. A proibição dar-lhe-ia cabo dos muitos
milhões e milhões de carcanhóis de negócio e perder clientela no mundo todo. E
isso é uma coisa que nenhum respeitável cidadão batatense, menos ainda uma
grande empresa batatense, pode sofrer. Trata-se de uma questão de bom nome, de
uma questão de honra. Mas não devemos pensar que a Bye-Bye não é ecologista,
não senhor. São grandes amigos do ambiente. Aliás, a sua férrea oposição à
proibição destes pesticidas resulta da sua grande preocupação e
responsabilidade ambiental. Porque, assim o demonstram, o mundo está em
sobrecarga de consumo de recursos, excesso de população, excesso de poluição,
enfim excessos que destroem o ambiente. Combater esses excessos é vital. E
esses excessos vêm de onde? De haver demasiadas pessoas. Então, se se matarem
as abelhas todas, deixa de haver polinização, a menos a que se faça
artificialmente. Então coisas como a fruta, o trigo, o milho, o centeio, as
couves, essas coisas, passarão a ser muito mais caras. E quem for muito pobre
deixa de as poder comprar. Como há muitos milhões de pobres, estes acabaram por
morrer à fome e o problema do excesso de população desaparece, e com ele o
excesso de poluição e de consumo de recursos. O facto de com as abelhas
exterminadas os ecossistemas entrarem em colapso… bem, o mundo não é perfeito e
numa guerra existem sempre lamentáveis danos colaterais. Também partilhamos
esta visão profundamente ecologista da química Bye-Bye e por esse motivo
pusemos já a circular na Rede-de-Pesca um abaixo-assinado de apoio à missão
ecologista desta empresa, e esperamos a total adesão dos nossos subscritores e
já agora… tragam um amigo também, a Bye-Bye oferece, com desconto de 10% do
preço de marca, uns bonitos antibióticos genéricos para doenças que nunca irão
ter.
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