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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Vai um grande tumulto na União das Hortaliças e não é por causa dos tumultos financeiros (esses já não são notícia) nem sociais (esses é melhor nem falar sob pena de subversão) mas por causa da geologia. Sim, leram bem: Geologia. E não, não é por causa do vulcão Vijaiaiaiai na Ilha dos Gelos que decidiu lixar a vida aos turistas no Naytal. Trata-se de um tumulto mais profundo, mais global, enfim… mais tectónico. É que, inesperadamente, a tectónica de placas decidiu revolucionar-se a si mesma e começou a fazer coisas que nenhum geólogo louco – e acreditem em que vos escreve, é condição obrigatória ser-se louco para se ser geólogo – teria sido capaz sequer de sonhar. É que a zona de afundanço onde se situa a República do Nabal (os geólogos chamam-lhe subducção mas há quem lhe chame outras coisas) decidiu não afundar mais o país mas… catapultá-lo. E catapultou-o nem mais nem menos que para o centro da União, ali mesmo coladinho à fronteira da República Federal das Batatas, para grande júbilo dos nabos governantes que adoooram ser batatenses mas como não o são fazem tudo para agradar a estes e ver se os aceitam no clube, quais aldeões esforçados e muito ridículos que tentavam por tudo encaixar na sociedade da capital nos idos tempos do Fidalgo Aprendiz. Esta novidade tectónica, uma verdadeira revolução que atira p’ró canto a dos pássaros do revolucionário líder Maduro do Charco do Milho, está a causar graves perturbações escolares em toda a União pois agora os manuais geográficos, atlas e mapas estão desactualizados, incluindo os do Gooogluglu da Rede-de-pesca. Também está a causar graves perturbações nas operadoras aéreas e de comboios, espalhando o caos na ordenadíssima República Federal das Batatas que prima por ter os comboios sempre à tabela, com atrasos tabelados de exactos 5 minutos. É claro que esta novidade agradou sobremaneira às editoras, tradicionais e de ebooks, pois todos os encarregados de educação tiveram de ir a correr comprar novos manuais que… ainda não saíram das gráficas nem dos processadores de texto. Também muito contentes ficaram os turistas, em particular os batantenses, pois já não precisam de viajar de avião nem de comboio, bastando apenas uma bicicleta para chegarem aos resorts do sul ameno do Nabal, com óbvios benefícios para o meio ambiente e ainda mais para as bolsas destes afortunados cidadãos. Pois é, caros leitores, obedecendo aos desejos de líderes da oposição do Nabal que previam uma mudança de posição do país se se tornassem governo, nem foi preciso esperar pelas eleições, o Nabal mudou mesmo de posição e o secretário de estado Maçã Com Bicho já declarou às instâncias internacionais que agora sim, agora sente-se mais batatense, agora pode finalmente recusar a moussaka e pedir salsichas aos vizinhos do lado (este governante tem casa na fronteira). Esta revolução tectónica está também a ter repercusasões ao nível político dentro da União. A Democracia da Moussaka fez já saber que considera a mudança de posição do Nabal uma traição aos países que estão tão alagados quanto o Nabal (houve desmentido oficial do Nabal sobre o seu estado de alagamento, onde se afirmou enfaticamente que não será necessário um segundo resgate aéreo para os tirar do pântano) e a República Federal das Batatas, mais bruta e eficaz como é de sua tradição, enviou um ultimato ao Senhor dos Infernos, ameaçando que se ele não parasse de brincar com as placas tectónicas e repusesse o Nabal no seu lugar, a República Federal declarava guerra. Tanto quanto os nossos repórteres com residência cativa no Inferno puderam apurar, o Diabo-Mor mandou a Toutiço Despenteado para o… (têm de compreender, trata-se do pecador-mor, portanto a sua linguagem não é recomendável) e nem se deu ao trabalho de enviar resposta, dizendo apenas para os seus acólitos mais próximos: Quando eles para cá vierem, a gente ajusta contas.
 
 

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