Vai um grande tumulto na União
das Hortaliças e não é por causa dos tumultos financeiros (esses já não são
notícia) nem sociais (esses é melhor nem falar sob pena de subversão) mas por
causa da geologia. Sim, leram bem: Geologia. E não, não é por causa do vulcão
Vijaiaiaiai na Ilha dos Gelos que decidiu lixar a vida aos turistas no Naytal.
Trata-se de um tumulto mais profundo, mais global, enfim… mais tectónico. É
que, inesperadamente, a tectónica de placas decidiu revolucionar-se a si mesma
e começou a fazer coisas que nenhum geólogo louco – e acreditem em que vos
escreve, é condição obrigatória ser-se louco para se ser geólogo – teria sido
capaz sequer de sonhar. É que a zona de afundanço onde se situa a República do
Nabal (os geólogos chamam-lhe subducção mas há quem lhe chame outras coisas)
decidiu não afundar mais o país mas… catapultá-lo. E catapultou-o nem mais nem
menos que para o centro da União, ali mesmo coladinho à fronteira da República
Federal das Batatas, para grande júbilo dos nabos governantes que adoooram ser
batatenses mas como não o são fazem tudo para agradar a estes e ver se os
aceitam no clube, quais aldeões esforçados e muito ridículos que tentavam por
tudo encaixar na sociedade da capital nos idos tempos do Fidalgo Aprendiz. Esta
novidade tectónica, uma verdadeira revolução que atira p’ró canto a dos
pássaros do revolucionário líder Maduro do Charco do Milho, está a causar
graves perturbações escolares em toda a União pois agora os manuais
geográficos, atlas e mapas estão desactualizados, incluindo os do Gooogluglu da
Rede-de-pesca. Também está a causar graves perturbações nas operadoras aéreas e
de comboios, espalhando o caos na ordenadíssima República Federal das Batatas
que prima por ter os comboios sempre à tabela, com atrasos tabelados de exactos
5 minutos. É claro que esta novidade agradou sobremaneira às editoras,
tradicionais e de ebooks, pois todos
os encarregados de educação tiveram de ir a correr comprar novos manuais que…
ainda não saíram das gráficas nem dos processadores de texto. Também muito
contentes ficaram os turistas, em particular os batantenses, pois já não
precisam de viajar de avião nem de comboio, bastando apenas uma bicicleta para
chegarem aos resorts do sul ameno do
Nabal, com óbvios benefícios para o meio ambiente e ainda mais para as bolsas
destes afortunados cidadãos. Pois é, caros leitores, obedecendo aos desejos de
líderes da oposição do Nabal que previam uma mudança de posição do país se se
tornassem governo, nem foi preciso esperar pelas eleições, o Nabal mudou mesmo
de posição e o secretário de estado Maçã Com Bicho já declarou às instâncias
internacionais que agora sim, agora sente-se mais batatense, agora pode
finalmente recusar a moussaka e pedir salsichas aos vizinhos do lado (este
governante tem casa na fronteira). Esta revolução tectónica está também a ter
repercusasões ao nível político dentro da União. A Democracia da Moussaka fez
já saber que considera a mudança de posição do Nabal uma traição aos países que
estão tão alagados quanto o Nabal (houve desmentido oficial do Nabal sobre o
seu estado de alagamento, onde se afirmou enfaticamente que não será necessário
um segundo resgate aéreo para os tirar do pântano) e a República Federal das
Batatas, mais bruta e eficaz como é de sua tradição, enviou um ultimato ao
Senhor dos Infernos, ameaçando que se ele não parasse de brincar com as placas
tectónicas e repusesse o Nabal no seu lugar, a República Federal declarava
guerra. Tanto quanto os nossos repórteres com residência cativa no Inferno
puderam apurar, o Diabo-Mor mandou a Toutiço Despenteado para o… (têm de
compreender, trata-se do pecador-mor, portanto a sua linguagem não é recomendável)
e nem se deu ao trabalho de enviar resposta, dizendo apenas para os seus
acólitos mais próximos: Quando eles para cá vierem, a gente ajusta contas.Número total de visualizações de páginas
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Vai um grande tumulto na União
das Hortaliças e não é por causa dos tumultos financeiros (esses já não são
notícia) nem sociais (esses é melhor nem falar sob pena de subversão) mas por
causa da geologia. Sim, leram bem: Geologia. E não, não é por causa do vulcão
Vijaiaiaiai na Ilha dos Gelos que decidiu lixar a vida aos turistas no Naytal.
Trata-se de um tumulto mais profundo, mais global, enfim… mais tectónico. É
que, inesperadamente, a tectónica de placas decidiu revolucionar-se a si mesma
e começou a fazer coisas que nenhum geólogo louco – e acreditem em que vos
escreve, é condição obrigatória ser-se louco para se ser geólogo – teria sido
capaz sequer de sonhar. É que a zona de afundanço onde se situa a República do
Nabal (os geólogos chamam-lhe subducção mas há quem lhe chame outras coisas)
decidiu não afundar mais o país mas… catapultá-lo. E catapultou-o nem mais nem
menos que para o centro da União, ali mesmo coladinho à fronteira da República
Federal das Batatas, para grande júbilo dos nabos governantes que adoooram ser
batatenses mas como não o são fazem tudo para agradar a estes e ver se os
aceitam no clube, quais aldeões esforçados e muito ridículos que tentavam por
tudo encaixar na sociedade da capital nos idos tempos do Fidalgo Aprendiz. Esta
novidade tectónica, uma verdadeira revolução que atira p’ró canto a dos
pássaros do revolucionário líder Maduro do Charco do Milho, está a causar
graves perturbações escolares em toda a União pois agora os manuais
geográficos, atlas e mapas estão desactualizados, incluindo os do Gooogluglu da
Rede-de-pesca. Também está a causar graves perturbações nas operadoras aéreas e
de comboios, espalhando o caos na ordenadíssima República Federal das Batatas
que prima por ter os comboios sempre à tabela, com atrasos tabelados de exactos
5 minutos. É claro que esta novidade agradou sobremaneira às editoras,
tradicionais e de ebooks, pois todos
os encarregados de educação tiveram de ir a correr comprar novos manuais que…
ainda não saíram das gráficas nem dos processadores de texto. Também muito
contentes ficaram os turistas, em particular os batantenses, pois já não
precisam de viajar de avião nem de comboio, bastando apenas uma bicicleta para
chegarem aos resorts do sul ameno do
Nabal, com óbvios benefícios para o meio ambiente e ainda mais para as bolsas
destes afortunados cidadãos. Pois é, caros leitores, obedecendo aos desejos de
líderes da oposição do Nabal que previam uma mudança de posição do país se se
tornassem governo, nem foi preciso esperar pelas eleições, o Nabal mudou mesmo
de posição e o secretário de estado Maçã Com Bicho já declarou às instâncias
internacionais que agora sim, agora sente-se mais batatense, agora pode
finalmente recusar a moussaka e pedir salsichas aos vizinhos do lado (este
governante tem casa na fronteira). Esta revolução tectónica está também a ter
repercusasões ao nível político dentro da União. A Democracia da Moussaka fez
já saber que considera a mudança de posição do Nabal uma traição aos países que
estão tão alagados quanto o Nabal (houve desmentido oficial do Nabal sobre o
seu estado de alagamento, onde se afirmou enfaticamente que não será necessário
um segundo resgate aéreo para os tirar do pântano) e a República Federal das
Batatas, mais bruta e eficaz como é de sua tradição, enviou um ultimato ao
Senhor dos Infernos, ameaçando que se ele não parasse de brincar com as placas
tectónicas e repusesse o Nabal no seu lugar, a República Federal declarava
guerra. Tanto quanto os nossos repórteres com residência cativa no Inferno
puderam apurar, o Diabo-Mor mandou a Toutiço Despenteado para o… (têm de
compreender, trata-se do pecador-mor, portanto a sua linguagem não é recomendável)
e nem se deu ao trabalho de enviar resposta, dizendo apenas para os seus
acólitos mais próximos: Quando eles para cá vierem, a gente ajusta contas.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário