A República Democrática do Nabal está mais uma vez de parabéns. Outro dos seus grandes economistas, o Ceguinho da Bica – assim chamado porque enquanto à frente do Banco dos Nabos… perdão, do Nabal, nunca viu uma única jogada menos limpa nos bancos que tinha de supervisionar – acaba de ser nomeado na Cidade do Tacho/Couve-de-Bruxelas para o importantíssimo cargo da Única e Aprovada (certificação de origem) Supervisão Bancária da União das Hortaliças. Foi também, pelos mesmos motivos de competência, indigitado para controlar o tráfego aéreo nas rotas de maior movimentação e normalmente engarrafadas do espaço aéreo da referida União. A Supervisão Bancária é uma instituição muito importante pois fiscaliza as práticas bancárias de toda União, efectua-lhes testes de stress nervoso e físico e em função dos resultados tenta identificar quais os bancos que copiaram pelo vizinho, quais estudaram a lição e quais ainda estão intoxicados pela descomunal bebedeira da noite anterior. Porque razão o humilde Nabal está a contribuir com tantos economistas para a boa saúde banqueira… bancária da União é algo que começa a confundir as economias e as mais conceituadas Schoools of Business and Administration/Management deste grande mercado de Hortaliças. Cremos porém estar na posse da explicação: é que como os economistas basicamente procuram é enriquecer-se a si próprios, ideia fixa de todos os nabos devido às suas paupérrimas condições de vida a caminharem sempre para um ainda mais paupérrimo estado, não é de estranhar que os nabos tenham uma queda natural para esta ciência. Além disso, a sua condição de nabos não os inclina para o pensamento científico mas para a filosofia e o devaneio quando não para a especulação vidente, que são também as pedras angulares da chamada ciência económica. Por fim, são especialistas em contornarem a lei – ou não vivessem num alfobre com leis para tudo até para o tamanho das raízes – o que é uma aptidão muito procurada em qualquer CEO de qualquer banco com brios internacionais. Portanto, não é de surpreender que os nabos estejam à frente da economia da União. Ora como o Ceguinho da Bica é mesmo ceguinho, como ficou demonstrado durante os seus anos à frente do banco local dos nabos, espera-se que este Mecanismo de Supervisão não detecte quaisquer bancos em falência técnica (ou outra), nem descubra casos de engenharia financeira criativa, que na vulgar linguagem dos ignorantes são chamadas de burlas. Deste modo, quando os bancos se auto-declararem em falência porque não podem pagar aos seus depositantes e estes estejam a partir as respectivas agências, pelo que necessitam de protecção urgente de fundos e de polícia de choque, quiçá mesmo do exército, o Mecanismo de Supervisão poderá estabelecer as regras de resgate bancário que serão profundamente divergentes consoante a nacionalidade dos bancos em causa. Para os situados a norte da fronteira mointanhosa entre o Potentado da Paelha e a República do Amor e do Queijo Gruyère, os bancos poderão pedir toda a massa de que necessitem de modo a envolver-se em desenfreados empréstimos aos bancos a sul dessa fronteira e poderem assim recapitalizar-se, sem terem de obedecer a regras, limites ou penalizações e mantendo as suas eficientes imagens de bancos honestíssimos e super-sólidos, ainda que em bancarrota. Para os bancos dos países a sul desta fronteira as regras serão diferentes: os países desses bancos deverão pagar com língua de palmo e arruinar no processo as suas economias, de modo a pagarem as jogatinas financeiras mirabolantes que os CEO’s desses bancos realizaram no período das vacas gordas, sendo que o importante é que os CEOs não sejam de modo algum prejudicados; se algum país mais tolo decidir refilar e dizer que não, aperta-se a torneira até o país inteiro entrar em bancarrota; como porém parte da massa potencialmente perdida por esta situação é dos bancos a norte, empresta-se dinheiro aos bancos falidos do sul a juto inferior àquele que eles exigem dos respectivos países que financiam para por eles serem financiados (se não perceberam, nãos e preocupem, não é para perceber) de modo a que o lucro excedente possa retornar aos bancos do norte como pagamento das dívidas a fundo descoberto que estes não tiveram qualquer problema em financiar aos do sul. Deste modo garante-se a solvabilidade da economia a norte desta montanhosa fronteira e a miséria absoluta a sul. Este estado de coisas trará grandes vantagens posi promoverá uma enorme união da União, com as gentes do sul a emigrar em barda para o norte à procura de comida. Isto por seu turno levará o pessoal do norte a aproveitar os famintos como mão-de-obra escrava até esta deixar de ser produtiva, altura em que será corrida a tiro de regresso ao sul, evitando deste modo a desertificação e a eventual fixação nesses territórios das ondas de emigrantes ainda mais desesperados que, também em geral nas ondas, dão à costa na Ilha dos Náufragos. Tão perfeita evolução económica apenas terá contrapartida na evolução do tráfego aéreo que é, como sabem, uma terrível dor de cabeça para quem tente viajar de avião através da União, em especial para os delicados passageiros de classe Executiva escalão AAA, como o das agências de rating, e que tanto sofrem se o ar condicionado estiver apenas a meio grau de diferença do óptimo climatológico. Com o Ceguinho da Bica a administrar a supervisão bancária e o espaço aéreo ao mesmo tempo espera-se que aconteça um acidente com aeronaves de 12 em 12 horas (como os antibióticos) e deste modo a congestão das rotas e do espaço aéreo em geral seja rapidamente resolvida. Se os potenciais aeronautas passarem a ter medo de voar e preferirem viajar de comboio ou de carro, a responsabilidade será imputada às hospedeiras e não ao Ceguinho da Bica. Espera-se deste modo um enorme incremento da indústria de automóveis, bate chapas e gesso para tratamento de fracturas e contusões cerebrais.Número total de visualizações de páginas
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
A República Democrática do Nabal está mais uma vez de parabéns. Outro dos seus grandes economistas, o Ceguinho da Bica – assim chamado porque enquanto à frente do Banco dos Nabos… perdão, do Nabal, nunca viu uma única jogada menos limpa nos bancos que tinha de supervisionar – acaba de ser nomeado na Cidade do Tacho/Couve-de-Bruxelas para o importantíssimo cargo da Única e Aprovada (certificação de origem) Supervisão Bancária da União das Hortaliças. Foi também, pelos mesmos motivos de competência, indigitado para controlar o tráfego aéreo nas rotas de maior movimentação e normalmente engarrafadas do espaço aéreo da referida União. A Supervisão Bancária é uma instituição muito importante pois fiscaliza as práticas bancárias de toda União, efectua-lhes testes de stress nervoso e físico e em função dos resultados tenta identificar quais os bancos que copiaram pelo vizinho, quais estudaram a lição e quais ainda estão intoxicados pela descomunal bebedeira da noite anterior. Porque razão o humilde Nabal está a contribuir com tantos economistas para a boa saúde banqueira… bancária da União é algo que começa a confundir as economias e as mais conceituadas Schoools of Business and Administration/Management deste grande mercado de Hortaliças. Cremos porém estar na posse da explicação: é que como os economistas basicamente procuram é enriquecer-se a si próprios, ideia fixa de todos os nabos devido às suas paupérrimas condições de vida a caminharem sempre para um ainda mais paupérrimo estado, não é de estranhar que os nabos tenham uma queda natural para esta ciência. Além disso, a sua condição de nabos não os inclina para o pensamento científico mas para a filosofia e o devaneio quando não para a especulação vidente, que são também as pedras angulares da chamada ciência económica. Por fim, são especialistas em contornarem a lei – ou não vivessem num alfobre com leis para tudo até para o tamanho das raízes – o que é uma aptidão muito procurada em qualquer CEO de qualquer banco com brios internacionais. Portanto, não é de surpreender que os nabos estejam à frente da economia da União. Ora como o Ceguinho da Bica é mesmo ceguinho, como ficou demonstrado durante os seus anos à frente do banco local dos nabos, espera-se que este Mecanismo de Supervisão não detecte quaisquer bancos em falência técnica (ou outra), nem descubra casos de engenharia financeira criativa, que na vulgar linguagem dos ignorantes são chamadas de burlas. Deste modo, quando os bancos se auto-declararem em falência porque não podem pagar aos seus depositantes e estes estejam a partir as respectivas agências, pelo que necessitam de protecção urgente de fundos e de polícia de choque, quiçá mesmo do exército, o Mecanismo de Supervisão poderá estabelecer as regras de resgate bancário que serão profundamente divergentes consoante a nacionalidade dos bancos em causa. Para os situados a norte da fronteira mointanhosa entre o Potentado da Paelha e a República do Amor e do Queijo Gruyère, os bancos poderão pedir toda a massa de que necessitem de modo a envolver-se em desenfreados empréstimos aos bancos a sul dessa fronteira e poderem assim recapitalizar-se, sem terem de obedecer a regras, limites ou penalizações e mantendo as suas eficientes imagens de bancos honestíssimos e super-sólidos, ainda que em bancarrota. Para os bancos dos países a sul desta fronteira as regras serão diferentes: os países desses bancos deverão pagar com língua de palmo e arruinar no processo as suas economias, de modo a pagarem as jogatinas financeiras mirabolantes que os CEO’s desses bancos realizaram no período das vacas gordas, sendo que o importante é que os CEOs não sejam de modo algum prejudicados; se algum país mais tolo decidir refilar e dizer que não, aperta-se a torneira até o país inteiro entrar em bancarrota; como porém parte da massa potencialmente perdida por esta situação é dos bancos a norte, empresta-se dinheiro aos bancos falidos do sul a juto inferior àquele que eles exigem dos respectivos países que financiam para por eles serem financiados (se não perceberam, nãos e preocupem, não é para perceber) de modo a que o lucro excedente possa retornar aos bancos do norte como pagamento das dívidas a fundo descoberto que estes não tiveram qualquer problema em financiar aos do sul. Deste modo garante-se a solvabilidade da economia a norte desta montanhosa fronteira e a miséria absoluta a sul. Este estado de coisas trará grandes vantagens posi promoverá uma enorme união da União, com as gentes do sul a emigrar em barda para o norte à procura de comida. Isto por seu turno levará o pessoal do norte a aproveitar os famintos como mão-de-obra escrava até esta deixar de ser produtiva, altura em que será corrida a tiro de regresso ao sul, evitando deste modo a desertificação e a eventual fixação nesses territórios das ondas de emigrantes ainda mais desesperados que, também em geral nas ondas, dão à costa na Ilha dos Náufragos. Tão perfeita evolução económica apenas terá contrapartida na evolução do tráfego aéreo que é, como sabem, uma terrível dor de cabeça para quem tente viajar de avião através da União, em especial para os delicados passageiros de classe Executiva escalão AAA, como o das agências de rating, e que tanto sofrem se o ar condicionado estiver apenas a meio grau de diferença do óptimo climatológico. Com o Ceguinho da Bica a administrar a supervisão bancária e o espaço aéreo ao mesmo tempo espera-se que aconteça um acidente com aeronaves de 12 em 12 horas (como os antibióticos) e deste modo a congestão das rotas e do espaço aéreo em geral seja rapidamente resolvida. Se os potenciais aeronautas passarem a ter medo de voar e preferirem viajar de comboio ou de carro, a responsabilidade será imputada às hospedeiras e não ao Ceguinho da Bica. Espera-se deste modo um enorme incremento da indústria de automóveis, bate chapas e gesso para tratamento de fracturas e contusões cerebrais.
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