Parlamento da União das
Hortaliças Recorda Evento Fundador da União
O
Parlamento da União das Hortaliças decidiu esta semana recordar um dos eventos
fundadores do Continente: o cerco e capitulação da Cidade das Bizantinices, ás
mãos do Império dos Turbantes Voadores, por vezes chamados de Otomanas. Essa
invasão e consequente fim brutal do Império das Bizantinices, o qual resistira
antes a tudo por mais de mil anos, teve pelo menos o bom condão de trazer a
arte e os sábios do oriente para o atrasado ocidente e iniciar o Renascimento,
a partir do qual se gerou praticamente tudo o que agora é a “identidade” do
Continente e mais ainda, da União das Hortaliças. Deste modo, e tentando ser o mais fiéis ao
rigor histórico, e após numerosas comissões, estudos encomendados a
especialistas e contratação de académicos para fazerem a correcta direcção de
actores no Parlamento da União, foi decidido encenar o debate de suprema
importância que agitava a Cidade das Bizantinices na altura do cerco das
Otomanas, e que foi o concílio convocado na altura não para discutir
estratégias de defesa do cerco nem de negociação dos termos de um eventual tratado
de tréguas e/ou armistício que salvasse as vidas, bens e cultura, incluindo a
religiosa, da população mas o visceralmente mais importante tema do… Sexo dos
Anjos. Porque está bem de ver que com um inimigo às portas e prontinho para nos
fazer a todos às postas, era de suprema importância saber se no céu os anjos
que nos acolhiam podiam fazer ou não triqui-triqui. Para não termos surpresas
quando lá chegássemos. Pois bem, tendo actualmente o sexo dos anjos perdido
toda a sua actualidade pois já ninguém se interessa por quem é que faz de papá
ou de mamã desde que a criança chegue ao fim dos nove meses para benefício do
fisco que atribui logo um número fiscal ao puto ainda antes deste ser capaz de
balbuciar “imposto” se os pais querem ter apoio para as fraldas, tiveram os
deputados do parlamento da União de escolher um outro tema nestes tempos também
de cerco e guerra mas agora o inimigo está cá dentro, e a pancadaria já ferve
em cidades da República Federal das Batatas e do Potentado da Paelha por os
respectivos burgomestres locais terem planos para varrer os pobres que lá vivem
para muito longe, para as periferias mais periferias da cidade, para a sua
visão não incomodar a sensibilidade delicada dos novos moradores que virão para
esses locais após as devidas renovações do tecido urbano. Assim, e porque
nestes tempos de frio o que é preciso é aquecer a malta para os confrontos e
traulitada à maneira, decidiram estes decidir sobe onde, quem e quando iria
produzir adocicadas bebidas com frutas chamadas “sangria”, entre outras coisas
porque sangram os bolsos de quem paga por um jarrinho da dita “com elas” e
descobre que o “elas” não são as frutas mas uma montanha de cubos de gelo para
diluir o mau sabor do vinho. Esta resolução bizantina, uma de várias encenadas
esta semana com o rigor histórico que a queda da Cidade das Bizantinices merece
e que pelo seu esplendor, e inutilidade, se assemelha em muito à actual Cidade
do Tacho/Couve-de-Bruxelas. De facto, segundo analistas políticos e economistas
que obtiveram canudos aos fins-de-semana e por isso mesmo percebem imenso “da
coisa”, esta bizantina legislação irá resolver o problema da moeda única e da
fome que grassa de mãos dadas e aliança no dedo com a crise austeritária dos
países do sul (para aprenderem a não ser uns desregrados gastadores), mal seja
publicada nas 30 línguas oficiais da União e rectificada pelos parlamentos de
cada um dos 30 países da dita, o0 que significa que não será nos tempos mais
próximos que a crise da moeda única das hortaliças será resolvida nem tão-pouco
abrandará o aperto de cintos apesar de todos os anúncios de sucesso e fim da
dita cuja crise emitidos da Cidade do Tacho/Couve-de-Bruxelas e respectivos
órgãos filiados de incomunicação social. Mas sabe bem ao patriotismo, e às
empresas de refrigerantes, saber que a “sangria” pode agora ser apenas
produzida com selo de qualidade e autenticação de origem por apenas 2 países,
devendo os restantes colocar nos rótulos das garrafas da animada bebida: “de
imitação”. Continuem com bizantinices dessas que também um dia cairemos… de Maduros.


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