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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Parlamento da União das Hortaliças Recorda Evento Fundador da União
 O Parlamento da União das Hortaliças decidiu esta semana recordar um dos eventos fundadores do Continente: o cerco e capitulação da Cidade das Bizantinices, ás mãos do Império dos Turbantes Voadores, por vezes chamados de Otomanas. Essa invasão e consequente fim brutal do Império das Bizantinices, o qual resistira antes a tudo por mais de mil anos, teve pelo menos o bom condão de trazer a arte e os sábios do oriente para o atrasado ocidente e iniciar o Renascimento, a partir do qual se gerou praticamente tudo o que agora é a “identidade” do Continente e mais ainda, da União das Hortaliças. Deste modo, e tentando ser o mais fiéis ao rigor histórico, e após numerosas comissões, estudos encomendados a especialistas e contratação de académicos para fazerem a correcta direcção de actores no Parlamento da União, foi decidido encenar o debate de suprema importância que agitava a Cidade das Bizantinices na altura do cerco das Otomanas, e que foi o concílio convocado na altura não para discutir estratégias de defesa do cerco nem de negociação dos termos de um eventual tratado de tréguas e/ou armistício que salvasse as vidas, bens e cultura, incluindo a religiosa, da população mas o visceralmente mais importante tema do… Sexo dos Anjos. Porque está bem de ver que com um inimigo às portas e prontinho para nos fazer a todos às postas, era de suprema importância saber se no céu os anjos que nos acolhiam podiam fazer ou não triqui-triqui. Para não termos surpresas quando lá chegássemos. Pois bem, tendo actualmente o sexo dos anjos perdido toda a sua actualidade pois já ninguém se interessa por quem é que faz de papá ou de mamã desde que a criança chegue ao fim dos nove meses para benefício do fisco que atribui logo um número fiscal ao puto ainda antes deste ser capaz de balbuciar “imposto” se os pais querem ter apoio para as fraldas, tiveram os deputados do parlamento da União de escolher um outro tema nestes tempos também de cerco e guerra mas agora o inimigo está cá dentro, e a pancadaria já ferve em cidades da República Federal das Batatas e do Potentado da Paelha por os respectivos burgomestres locais terem planos para varrer os pobres que lá vivem para muito longe, para as periferias mais periferias da cidade, para a sua visão não incomodar a sensibilidade delicada dos novos moradores que virão para esses locais após as devidas renovações do tecido urbano. Assim, e porque nestes tempos de frio o que é preciso é aquecer a malta para os confrontos e traulitada à maneira, decidiram estes decidir sobe onde, quem e quando iria produzir adocicadas bebidas com frutas chamadas “sangria”, entre outras coisas porque sangram os bolsos de quem paga por um jarrinho da dita “com elas” e descobre que o “elas” não são as frutas mas uma montanha de cubos de gelo para diluir o mau sabor do vinho. Esta resolução bizantina, uma de várias encenadas esta semana com o rigor histórico que a queda da Cidade das Bizantinices merece e que pelo seu esplendor, e inutilidade, se assemelha em muito à actual Cidade do Tacho/Couve-de-Bruxelas. De facto, segundo analistas políticos e economistas que obtiveram canudos aos fins-de-semana e por isso mesmo percebem imenso “da coisa”, esta bizantina legislação irá resolver o problema da moeda única e da fome que grassa de mãos dadas e aliança no dedo com a crise austeritária dos países do sul (para aprenderem a não ser uns desregrados gastadores), mal seja publicada nas 30 línguas oficiais da União e rectificada pelos parlamentos de cada um dos 30 países da dita, o0 que significa que não será nos tempos mais próximos que a crise da moeda única das hortaliças será resolvida nem tão-pouco abrandará o aperto de cintos apesar de todos os anúncios de sucesso e fim da dita cuja crise emitidos da Cidade do Tacho/Couve-de-Bruxelas e respectivos órgãos filiados de incomunicação social. Mas sabe bem ao patriotismo, e às empresas de refrigerantes, saber que a “sangria” pode agora ser apenas produzida com selo de qualidade e autenticação de origem por apenas 2 países, devendo os restantes colocar nos rótulos das garrafas da animada bebida: “de imitação”. Continuem com bizantinices dessas que também um dia cairemos… de Maduros.

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