Amor Fraternal Versão Moderna: Leve a Sua Irmã a Rebentar-se com Bomba Suicida
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No Califado das Tribos à
Pancada existe agora uma nova forma de amor fraternal, que consiste em enviar
as irmãs para o Paraíso antes de chegarem à tentadora e pecaminosa puberdade,
fazendo-as rebentar-se com bombas e no processo rebentarem com muita outra
gente, mesmo se desconhecida, pois são perigosos infiéis dado que interpretam
os textos sagrados locais de forma diferente da destes carinhosos irmãos. E o
amor filial é tão grande que estes irmãos nunca pretendem alcançar o Paraíso,
rebentando-se eles próprios no meio de mercados, ruas, autocarros, gares,
assembleias, centros comerciais e, pontos especialmente populares para estas
explosões, as entradas dos templos; em especial quando os fiéis estão a sair
das orações em dias santos, pois assim melhor se garante a subida ao Éden do
rebentador/rebentado. Não, estes doces irmãos declinam o privilégio de se
rebentarem e rebentarem os próximos e atingirem assim o Jardim das Delícias,
preferindo entregar a ascensão à felicidade às suas amadas e nunca por demais
vigiadas e obedientes maninhas. A acção de mandar as irmãs explodirem-se tem
vários benefícios tanto celestiais como terrenos. Em termos celestes os irmãos
acumulam bons méritos e também um lugar cativo no Éden sem que tenham de passar
pelo incómodo de se rebentarem eles próprios, pois terão criado uma mártir
infantil e esta, no seu estatuto de mártir poderá, uma vez no céu, incluir o
nome do irmão entre os cerca de 70 parentes que pode nomear para também
entrarem no Paraíso e todos sabem que o sistema de cunhas funciona até mesmo
com o Divino (resta saber se a criança também terá muitos infantis virgens
masculinos para se entreter ou sequer se isso lhe fará algum proveito na nova
vida angelical). Terrenamente as vantagens são óbvias: ninguém se irá meter com
um líder que faz rebentar as próprias irmãs e, ainda melhor se as convencer a
todas, quando chegar a hora de partilhar a herança de família não terá chatos
cunhados a regatearem o que houver para regatear pois as crianças terão ido
pelos ares antes mesmo de se casarem, apesar de neste país as noivas com 8 anos
ou menos de idade serem um costume ancestral e muito respeitado. Para resolver
este problema, basta convencer a maninha a ir rebentar-se no meio dos filhos de
Satã quando ainda não se fez o casório. Garantindo um anjo no céu e bens
materiais na terra, o bom irmão pode viver em paz para guerrear, com a
confiança serena no futuro de que não importa o que faça, terá sempre um lugar
cativo junto do Divino pois a(s) maninha(s) lá estará(ão) para meterem uma
cunha e fazê-lo entrar nas delícias eternas. Poderá contudo haver um
pequeníssimo problema quanto a resultados neste novo tipo de amor filial: o
Éden pode não ser bem como se imagina e o Divino pode não ser permeável a
cunhas ou decidiu mudar as regras de admissão e considera agora apenas os
méritos próprios do candidato e não dos restantes membros da família. Assim, o
fraternal irmão pode ver-se não perante um palácio de frescos jardins, leite e
bolos de mel, assessorado por numerosas virgens mas perante um juiz que recusa
subornos e o fará pagar amargamente por ter levado as irmãs a acabarem com a
sua vida e a de outros quando ainda eram crianças, quiçá por medo não tanto das
penas do Inferno mas das represálias do querido irmão, seus amigos e
conhecidos, pois estas seriam sem dúvida muito piores do que as piores
invenções de Satã em dia de dor de dentes.


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