Acabamos de saber de fonte
seguríssima (estava metido numa camisa-de-forças) que o nosso ex-ministro das
finanças do nabal, e que conhecemos carinhosamente por Doido de Rilhafoles,
acaba de realizar uma espectacular fuga do manicómio, tendo procurado refúgio
nos braços dos seus padrinhos Professor Tímido e a excelentíssima Toutiço
Despenteado (da República Federal das Batatas, não esquecer) ambos neste
momento na Cidade-da-Couve-de-Bruxelas/do Tacho, dependendo de se lêem em valão
ou queijo flamengo. Foi uma reunião muito emotiva, em que o querido Doido
contou por entre lágrimas e soluços (e uma ou outra crise de dupla
personalidade) as sevícias que lhe tinham feito no manicómio, em especial a
horrível tortura de o impedirem de usa a sua folha de Excel para matar o tempo.
A Toutiço Despenteado, famosa pela sua dureza face à fome dos “pedintes do
sul”, mandando-os trabalhar, verteu abundantes lágrimas (o que só mostra como
os batatenses até são boas pessoas e se preocupam com os estrangeiros) e
prometeu que o iria ajudar embora, como é seu hábito, não tenha passado da
declaração de boas intenções, remetendo-se à sua acção habitual que consiste
em… não fazer nada e esperar que a maré acalme. O Professor Tímido, esse, sendo
filho de um dos temperamentais povos do sul e tendo grande apreço pelo seu
compatriota, deu-lhe uma bela refeição, vários cocktails para o manter quieto
no mesmo sítio e pôr-se a fazer telefonemas para aqui e para ali. Após suar
durante várias horas, pousou o telefone e a sua face resplandecia. “Resolvi-te
o problema, Gaspinho”. O nosso querido Doido qui saber se o padrinho mandara a
força que anda a vigiar a Ilha dos Mortos e a deixar afundar as barcas de
estrangeiros mesmo ali à mão sem mexer uma palha para salvar os náufragos, fora
enviada para afundar o manicómio. “Não, Gaspinho, muito melhor. Eu e aqui a tua
querida madrinha e führerin achamos
que a melhor terapia para ti é o trabalho” declaração que não agradou lá muito
ao Gaspinho pois ele seria doido mas também não exagerássemos! “Vais trabalhar
aqui num gabinete ao lado do meu, bem mobilado, bem alcatifado, com 5
secretárias com as medidas que tu gostas e uma vista panorâmica de penthouse sobre a cidade, o que achas?”.
O Gaspinho desconfiou da fartura. Da última que lhe tinham prometido mundos e
fundos ele acabara trancado em Rilhafoles. Mas o padrinho era suficientemente
poderoso para mandar os de Rilhafoles virem-no buscar. “Oh, estou ansioso por
começar, padrinho. O que tenho de fazer?” “O mesmo que fizeste no nabal,
Gaspinho. Dar cabo de tudo. Vais tomar conta da taxação do comércio online, pois tens um especial talento
para taxar. E nós estamos a ter cada vez mais súbditos a fazerem compras online, é um mercado em crescimento mas
o que infelizmente não é boa notícia é que estes súbditos sem qualquer pingo de
patriotismo vêm onde é mais barato e compram fora da União. Quero que ponhas um
fim a isto. Que afundes definitivamente a economia online. És a nossa melhor arma na guerra contra aqueles
intrometidos da República dos Hambúrgueres. Não fiques assim, Gaspinho” pois o
padrinho percebeu que o jovem desejaria talvez uma coisa de maior vulto, quiçá
no Banco Central da União “Por agora, e enquanto andam à tua procura por todo o
lado, o melhor é manteres um low profile”.
“As melhores armas numa guerra são aquelas que ninguém vê”, disse a madrinha.
Gaspinho olhou para a Toutiço Despenteado, pensou c’os seus botões que os
batatenses eram mesmo bons no que tocava a guerras e se afinal era duma guerra
que se tratava, se ele era a arma secreta perfeita... “Aceito, padrinhos, muito
obrigado!”, e lançou-se a eles, que tentaram fugir com receio dalgum ataque de
loucura violenta, mas ele apenas os apertou com toda a força, muito comovido.
Estava de volta! Após esta ternurenta cena só podemos concluir que o problema
do desemprego não é afinal a economia estar a afundar a todo o vapor e as
empresas, lojas e tudo o mais estar a fechar ou a abrir falência mas sim os
desempregados não serem suficientemente doidos. Por esta razão, e para combater
tal flagelo social, o Manicómio de Rilhafoles abriu já cursos de formação com
contacto direito com a vida real (a dos internados) para criar novos malucos.
Caso o projecto seja muito bem-sucedido, a República dos Nabos está já a
estudar linhas de crédito para lançar o curso em todo o espaço da União.Número total de visualizações de páginas
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Acabamos de saber de fonte
seguríssima (estava metido numa camisa-de-forças) que o nosso ex-ministro das
finanças do nabal, e que conhecemos carinhosamente por Doido de Rilhafoles,
acaba de realizar uma espectacular fuga do manicómio, tendo procurado refúgio
nos braços dos seus padrinhos Professor Tímido e a excelentíssima Toutiço
Despenteado (da República Federal das Batatas, não esquecer) ambos neste
momento na Cidade-da-Couve-de-Bruxelas/do Tacho, dependendo de se lêem em valão
ou queijo flamengo. Foi uma reunião muito emotiva, em que o querido Doido
contou por entre lágrimas e soluços (e uma ou outra crise de dupla
personalidade) as sevícias que lhe tinham feito no manicómio, em especial a
horrível tortura de o impedirem de usa a sua folha de Excel para matar o tempo.
A Toutiço Despenteado, famosa pela sua dureza face à fome dos “pedintes do
sul”, mandando-os trabalhar, verteu abundantes lágrimas (o que só mostra como
os batatenses até são boas pessoas e se preocupam com os estrangeiros) e
prometeu que o iria ajudar embora, como é seu hábito, não tenha passado da
declaração de boas intenções, remetendo-se à sua acção habitual que consiste
em… não fazer nada e esperar que a maré acalme. O Professor Tímido, esse, sendo
filho de um dos temperamentais povos do sul e tendo grande apreço pelo seu
compatriota, deu-lhe uma bela refeição, vários cocktails para o manter quieto
no mesmo sítio e pôr-se a fazer telefonemas para aqui e para ali. Após suar
durante várias horas, pousou o telefone e a sua face resplandecia. “Resolvi-te
o problema, Gaspinho”. O nosso querido Doido qui saber se o padrinho mandara a
força que anda a vigiar a Ilha dos Mortos e a deixar afundar as barcas de
estrangeiros mesmo ali à mão sem mexer uma palha para salvar os náufragos, fora
enviada para afundar o manicómio. “Não, Gaspinho, muito melhor. Eu e aqui a tua
querida madrinha e führerin achamos
que a melhor terapia para ti é o trabalho” declaração que não agradou lá muito
ao Gaspinho pois ele seria doido mas também não exagerássemos! “Vais trabalhar
aqui num gabinete ao lado do meu, bem mobilado, bem alcatifado, com 5
secretárias com as medidas que tu gostas e uma vista panorâmica de penthouse sobre a cidade, o que achas?”.
O Gaspinho desconfiou da fartura. Da última que lhe tinham prometido mundos e
fundos ele acabara trancado em Rilhafoles. Mas o padrinho era suficientemente
poderoso para mandar os de Rilhafoles virem-no buscar. “Oh, estou ansioso por
começar, padrinho. O que tenho de fazer?” “O mesmo que fizeste no nabal,
Gaspinho. Dar cabo de tudo. Vais tomar conta da taxação do comércio online, pois tens um especial talento
para taxar. E nós estamos a ter cada vez mais súbditos a fazerem compras online, é um mercado em crescimento mas
o que infelizmente não é boa notícia é que estes súbditos sem qualquer pingo de
patriotismo vêm onde é mais barato e compram fora da União. Quero que ponhas um
fim a isto. Que afundes definitivamente a economia online. És a nossa melhor arma na guerra contra aqueles
intrometidos da República dos Hambúrgueres. Não fiques assim, Gaspinho” pois o
padrinho percebeu que o jovem desejaria talvez uma coisa de maior vulto, quiçá
no Banco Central da União “Por agora, e enquanto andam à tua procura por todo o
lado, o melhor é manteres um low profile”.
“As melhores armas numa guerra são aquelas que ninguém vê”, disse a madrinha.
Gaspinho olhou para a Toutiço Despenteado, pensou c’os seus botões que os
batatenses eram mesmo bons no que tocava a guerras e se afinal era duma guerra
que se tratava, se ele era a arma secreta perfeita... “Aceito, padrinhos, muito
obrigado!”, e lançou-se a eles, que tentaram fugir com receio dalgum ataque de
loucura violenta, mas ele apenas os apertou com toda a força, muito comovido.
Estava de volta! Após esta ternurenta cena só podemos concluir que o problema
do desemprego não é afinal a economia estar a afundar a todo o vapor e as
empresas, lojas e tudo o mais estar a fechar ou a abrir falência mas sim os
desempregados não serem suficientemente doidos. Por esta razão, e para combater
tal flagelo social, o Manicómio de Rilhafoles abriu já cursos de formação com
contacto direito com a vida real (a dos internados) para criar novos malucos.
Caso o projecto seja muito bem-sucedido, a República dos Nabos está já a
estudar linhas de crédito para lançar o curso em todo o espaço da União.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário