Vote em Nós para o Guinness (não é a cerveja) da Grande Lata. Oferecemos um
Ano de Petromaxes a Preços de Mercado
Dada a importância cada vez maior
da responsabilidade ecológica e também social das empresas, foi criado um
prémio internacional, uma espécie de Nobel desportivo, chamado Guiness das
Empresas Socialmente e Ecologicamente Preocupadas, vulgo Guiness da Grande
Lata, mas por favor, assim nos escrevem da Ilha dos Trevos também à brocha com
a crise, não confundam esta Guiness com a famosa cerveja celta que já dava que
falar no tempo do Asterix. Ao invés dos Nobel, que têm um secreto conclave de
decisores para atribuírem anualmente o prémio, neste Guiness a votação está
aberta a toda a gente – incluindo os aficionados da bebedeira em caneca – por
votação on-line na Rede-de-Pesca. São vários os concorrentes de peso desde a Hambúrgueres R’ Us, que concorre com
medidas de apoio às florestas tropicais e campanhas contra a obesidade
infantil, ao mesmo tempo que carrega no sal, nos molhos e nos óleos da cozinha,
à Bonnet-Todas-As-Cores, que promove
campanhas de publicidade contra as condições de insalubridade laboral, tendo
fábricas no País dos Alagados sem saídas de emergência em caso de terramoto ou
incêndio e os operários são trancados nas salas de confecção para não fugirem
sempre que lhes dá na bolha, de cada vez que há um fogo na fábrica ou uma
derrocada das instalações e também promete mas nunca dá compensações às
famílias das vítimas. A mais recente candidata ao prémio é a ED-Pisca-Pisca, o
que muito honra a República dos Nabos e ainda mais o investidor do Império do
Arroz, que aliás tem arroz suficiente para subornar os gestores do concurso e
colocar esta empresa na lista dos finalistas. Concorre a ED-Pisca-Pisca na
modalidade “Oh p’ra Mim, Salvei uma Vida!”, resultado da sua campanha “Quem Não
Paga Vive Apagado”. A campanha decorreu na passada semana tendo todo o nabal
sido percorrido por técnicos da empresa, apetrechados com alicates e lacres e
acompanhados por uma simpática assistente que ia lendo as moradas dos clientes
que por óbvia falta de dinheiro (incluindo o necessário para provarem que são
indigentes) não conseguem pagar as normalmente astronómicas contas da luz mesmo
que já façam quase toda a sua vida à luz de candeia de óleo Fula, que nem p’ró
azeite têm pilim. O acto benemérito da ED-Pisca-Pisca ocorreu quando os
técnicos do apagão chegaram a uma casa que já conhecera melhores dias mas agora
está inteiramente despida de todo o recheio, pois os donos tiveram de o ir
vendendo para pagar as contas, dado que estão os 6 há 1 ano e meio a bater a
todas as portas para lhes darem um emprego e só recebem negas e também já
esqueceram o que é um subsídio de desemprego, porque madraços que não achem trabalho
no vasto período de seis meses, deixam de ter direito seja ao que for, para não
alimentar vícios. Os únicos móveis eram uns cartões no chão onde se esticava um
dos residentes, ligado a um ventilador, com toda a certeza dos de fingir pois
os indigentes são craques neste tipo de trapaças. Ora enquanto a boa
assistente, mestre em 5 artes marciais, despachava à trancada os outros que
suplicavam pela vida do falso doente, o colega foi ao quadro e zás, luz
desligada e ventilador também. Foi aí que as coisas se precipitaram: o doente
pôs-se a arfar sem aviso e com grande ruído, fez-se roxo e esticou a perna. A
família desatou aos uivos, aquilo era assassínio. O homem dos alicates só
queria saber onde ficava o freguês que se seguia mas não soube porque a
assistente estava muito ocupada a malhar nos uivadores e foi ele quem teve de
telefonar para a central, onde o mandaram ir mas era trabalhar ou ainda lhe
cortavam o ordenado, a luz e o pio. só que não foi porque os vizinhos lhe
deitaram a unha. A assistente, essa continuava a distribuir pantufadas até uma
lata de tinta de

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