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| Fonte:jcverdadeverdade.blog |
Após a última deliberação do Tribunal dos Malucos que meteu no canto o ainda mais maluco governo do nabal (as duas entidades estão em acesa competição no apuramento para o campeonato dos doidos da União das Hortaliças e, com o estado generalizado de desvario que atinge os países da União, em particular os figurantes da Capital do Tacho, a competição será muito renhida) o líder do governo do nabal veio a público acusar o Tribunal dos Malucos de estar a afundar a economia do país e de que o dito nunca servira para coisa alguma, nunca dera trabalho aos desempregados, sendo portanto uma inutilidade retrógrada que não se inseria nas novas realidades anti-democráticas… (problemas com o processador de texto, o termo correcto é: democrática) e devia auto-dissolver-se, sendo os dignos juízes mandados para Rilhafoles, fazer companhia ao ministro louco (pelos vistos o nosso caro PM não lê o nosso jornal, pois como bem se recordam noticiámos há dias que o doido de Rilhafoles fugiu e já tem tacho – outro erro do processador – emprego na Capital do Tacho). Aliás, continuou o PM, se o dito Tribunal fosse dissolvido, e já agora também se atirasse ao charco a inútil e retrógrada Constituição da República dos Nabos, que só serve para estorvar as imaginações dos nabos governantes, poupar-se-ia uma batelada de massa. Aliás, anunciou, estava já a estudar a lei de aniquilação definitiva do Tribunal. Após este extermínio, não foi dito no discurso mas os nossos furões apuraram-no, será a vez da Constituição, a qual uma vez morta far-se-á distribuir a todos os cidadãos para a usarem em vez do papel higiénico que já não conseguem comprar. Naturalmente, será usada em dias festivos, dado o seu valor intrínseco, sendo nos restantes usada erva ou, mais atinadamente, pedras e seixos pois já que não há pilim para comprar as couves, a erva está a substituí-la nas sopas dos nabos. Zangados com as acusações do governo, os juízes decidiram contra-atacar. Como para manter as taxas de desemprego no
top 10 da União, o governo decretara o aumento do horário de trabalho para 20 horas diárias – os trabalhadores deverão dormir nos locais de trabalho, pagando ao patrão o aluguer da cadeira onde dormirem – o Tribunal foi e declarou que a lei dos despedimentos cara-ou-coroa (os nabos são despedidos pelo método de moeda ao ar) é ilegal e os trabalhadores despedidos terão de ser reintegrados nos seus anteriores locais de trabalho até ao final do ano. E com um sorriso ao canto dos lábios, devidamente paramentados com chapéus de bobo e fatos de arlequim, formaram em fila indiana e saíram a dançar a charamela. O governo está agora a considerar a hipótese de fazer saltar das camas dos hospitais todos os doentes, mesmo os que estão em coma, para manter os índices de desemprego no topo, já que a outra medida do Tribunal – a reposição dos subsídios das ramas – impediu a economia nabense de cair mais abruptamente nos índices e o desemprego aumentar ainda com maior velocidade e alegria. Ora este estado de coisas faz perigar as metas exigidas pela Tripeça, que na sua extraordinária capacidade de visão decidiu que o nabal será um parque de diversões dos velhotes da República das Batatas, Cantão dos Queijos, Monarquia do ‘Tá-se Bem e outros países que se baldam para os tratados da União das Hortaliças e só cumprem as partes que lhes interessam. Ou como disse um dos juízes, filado de emboscada num dos corredores: “Agora digam lá se nós criamos ou não criamos postos de trabalho!”

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