Número total de visualizações de páginas

domingo, 27 de outubro de 2013

A República dos Nabos acaba de receber outra boa notícia, que estamos certos muito dinamizará a sua futura actividade turística e consequente recuperação económica, o que já não era sem tempo. Aturados estudos de cientistas, daqueles a que ninguém quer dar verbas porque “não têm nenhuns resultados práticos para o agora, logo não vale a pena financiar” e que por isso mesmo foram pagos pelos próprios interessados (para tanto empenhando tudo, incluindo as orelhas, cabelos e bigodes) acabam de demonstrar quer esta República é um buraco negro, dos com portais para outras dimensões. Após várias experiências animadoras, em que se enviaram ratinhos, anéis de casamento, papéis de divórcio, uma sonda espacial, um computador portátil, acções cotadas em bolsa que têm andando com comportamentos duvidosos e malas cheias de documentos que é melhor ninguém descobrir, procedeu-se ontem à última, mais conclusiva experiência, dado as anteriores terem comprovado a segurança do procedimento, não se tendo registado a devoração do planeta por parte do referido buraco negro (lá o facto do planeta estar a ser devorado por agro-industrias e outras que tais, isso não é do âmbito deste estudo). Assim, foi escolhido um voluntário, que por acaso é amigo dum dos cientistas da equipa  e é especialista em falcatruas de vários feitios e afundanços de bancos, o qual desejava muito desaparecer para parte incerta, onde o fisco e a polícia o não pudesse caçar. Às 10 da manhã do dia de ontem pois o horário do referido gestor não se inicia antes das 10 da matina, os amigos puseram-no no módulo de transporte e accionaram as engrenagens da geringonça. Em 30 segundos o corajoso voluntário sumiu deste universo sem deixar sequer pozinho de testemunho. De facto o módulo estava tão limpo que até o painel de comandos desaparecera, levado pelo viajante. A confirmação do sucesso ocorreu hoje de manhã quando o fugitivo, isto é, o nauta espaço-temporal, enviou um email a partir do computador já antes transportado através do portal, com vídeo duma linda paisagem tropical, onde  descansava em cadeira extraplanetária, bebendo uns muito terrenos shots, rodeado por sensuais extraterrestres surpreendentemente parecidas com as lânguidas beldades da Ilha dos Côcos que apaparicam os turistas durante as suas melancólicas e solitárias estadias. A esposa do heróico viajante espacial é que não ficou agradada com a experiência e informou-o por Skipe que se ele não regressasse imediatamente, ela iria ao fisco e às televisões apresentar documentos que provariam sem margem para dúvidas todas as suas falcatruas, pois não estava para ficar ali no nabal a pagar-lhe os calotes e a perder a sua fortuna pessoal à conta dos pagamentos. Os cientistas estão neste momento a trabalhar para inverter o fluxo do portal e trazer de volta o trapaceiro, por solicitação deste, que pretende vir baralhar tudo outra vez perante o fisco, após o que regressará  ao paraíso espacial logo a seguir. Coroando-se de sucesso as experiência de idas e vindas, o governo dos nabos não terá dúvidas em promover a descoberta como uma mais-valia turística do nabal, a qual interessará decerto a todos os ricaços desejosos de fugir ao fisco e/ou à polícia nos respectivos países (Gerard Depardieu volta! Já não precisas de te tornar cidadão honorário dessa terreola de que ninguém antes ouviu falar). Os candidatos apenas precisam  de comprar casas no nabal a meio milhão de dólares, tarifa mínima, para serem agraciados com o visto gold que lhes permitirá manter residência e usufruir desta descoberta revolucionária, sempre que necessário. Naturalmente, e dada a importância estratégica desta descoberta, os royalties serão transferidos para o governo, não recebendo os cientistas sequer o reembolso das despesas para comprar e montar os equipamentos e cobaias usados nas experiências de teletransporte. Em contrapartida, e porque estes equipamentos exigem sólida robustez financeira, logo são sinais exteriores de riqueza, os cientistas serão taxados a 105% do montante patrimonial acumulado e punidos com multas cavalares por terem durante tanto tempo andado a enganar o fisco. Não se aceitam desculpas para não pagar, portanto podem deitar fora os comprovativos dos empréstimos contraídos.

Sem comentários:

Enviar um comentário