A República dos Nabos acaba de
receber outra boa notícia, que estamos certos muito dinamizará a sua futura
actividade turística e consequente recuperação económica, o que já não era sem
tempo. Aturados estudos de cientistas, daqueles a que ninguém quer dar verbas
porque “não têm nenhuns resultados práticos para o agora, logo não vale a pena
financiar” e que por isso mesmo foram pagos pelos próprios interessados (para
tanto empenhando tudo, incluindo as orelhas, cabelos e bigodes) acabam de
demonstrar quer esta República é um buraco negro, dos com portais para outras
dimensões. Após várias experiências animadoras, em que se enviaram ratinhos,
anéis de casamento, papéis de divórcio, uma sonda espacial, um computador
portátil, acções cotadas em bolsa que têm andando com comportamentos duvidosos
e malas cheias de documentos que é melhor ninguém descobrir, procedeu-se ontem
à última, mais conclusiva experiência, dado as anteriores terem comprovado a
segurança do procedimento, não se tendo registado a devoração do planeta por
parte do referido buraco negro (lá o facto do planeta estar a ser devorado por
agro-industrias e outras que tais, isso não é do âmbito deste estudo). Assim, foi
escolhido um voluntário, que por acaso é amigo dum dos cientistas da equipa e é especialista em falcatruas de vários
feitios e afundanços de bancos, o qual desejava muito desaparecer para parte
incerta, onde o fisco e a polícia o não pudesse caçar. Às 10 da manhã do dia de
ontem pois o horário do referido gestor não se inicia antes das 10 da matina,
os amigos puseram-no no módulo de transporte e accionaram as engrenagens da geringonça.
Em 30 segundos o corajoso voluntário sumiu deste universo sem deixar sequer
pozinho de testemunho. De facto o módulo estava tão limpo que até o painel de
comandos desaparecera, levado pelo viajante. A confirmação do sucesso ocorreu hoje
de manhã quando o fugitivo, isto é, o nauta espaço-temporal, enviou um email a
partir do computador já antes transportado através do portal, com vídeo duma
linda paisagem tropical, onde descansava
em cadeira extraplanetária, bebendo uns muito terrenos shots, rodeado por sensuais
extraterrestres surpreendentemente parecidas com as lânguidas beldades da Ilha
dos Côcos que apaparicam os turistas durante as suas melancólicas e solitárias estadias.
A esposa do heróico viajante espacial é que não ficou agradada com a
experiência e informou-o por Skipe que se ele não regressasse imediatamente,
ela iria ao fisco e às televisões apresentar documentos que provariam sem margem
para dúvidas todas as suas falcatruas, pois não estava para ficar ali no nabal
a pagar-lhe os calotes e a perder a sua fortuna pessoal à conta dos pagamentos.
Os cientistas estão neste momento a trabalhar para inverter o fluxo do portal e
trazer de volta o trapaceiro, por solicitação deste, que pretende vir baralhar
tudo outra vez perante o fisco, após o que regressará ao paraíso espacial logo a seguir. Coroando-se
de sucesso as experiência de idas e vindas, o governo dos nabos não terá dúvidas
em promover a descoberta como uma mais-valia turística do nabal, a qual interessará
decerto a todos os ricaços desejosos de fugir ao fisco e/ou à polícia nos
respectivos países (Gerard Depardieu volta! Já não precisas de te tornar cidadão
honorário dessa terreola de que ninguém antes ouviu falar). Os candidatos
apenas precisam de comprar casas no
nabal a meio milhão de dólares, tarifa mínima, para serem agraciados com o visto
gold que lhes permitirá manter
residência e usufruir desta descoberta revolucionária, sempre que necessário.
Naturalmente, e dada a importância estratégica desta descoberta, os royalties serão transferidos para o
governo, não recebendo os cientistas sequer o reembolso das despesas para comprar
e montar os equipamentos e cobaias usados nas experiências de teletransporte.
Em contrapartida, e porque estes equipamentos exigem sólida robustez
financeira, logo são sinais exteriores de riqueza, os cientistas serão taxados
a 105% do montante patrimonial acumulado e punidos com multas cavalares por
terem durante tanto tempo andado a enganar o fisco. Não se aceitam desculpas
para não pagar, portanto podem deitar fora os comprovativos dos empréstimos
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domingo, 27 de outubro de 2013
A República dos Nabos acaba de
receber outra boa notícia, que estamos certos muito dinamizará a sua futura
actividade turística e consequente recuperação económica, o que já não era sem
tempo. Aturados estudos de cientistas, daqueles a que ninguém quer dar verbas
porque “não têm nenhuns resultados práticos para o agora, logo não vale a pena
financiar” e que por isso mesmo foram pagos pelos próprios interessados (para
tanto empenhando tudo, incluindo as orelhas, cabelos e bigodes) acabam de
demonstrar quer esta República é um buraco negro, dos com portais para outras
dimensões. Após várias experiências animadoras, em que se enviaram ratinhos,
anéis de casamento, papéis de divórcio, uma sonda espacial, um computador
portátil, acções cotadas em bolsa que têm andando com comportamentos duvidosos
e malas cheias de documentos que é melhor ninguém descobrir, procedeu-se ontem
à última, mais conclusiva experiência, dado as anteriores terem comprovado a
segurança do procedimento, não se tendo registado a devoração do planeta por
parte do referido buraco negro (lá o facto do planeta estar a ser devorado por
agro-industrias e outras que tais, isso não é do âmbito deste estudo). Assim, foi
escolhido um voluntário, que por acaso é amigo dum dos cientistas da equipa e é especialista em falcatruas de vários
feitios e afundanços de bancos, o qual desejava muito desaparecer para parte
incerta, onde o fisco e a polícia o não pudesse caçar. Às 10 da manhã do dia de
ontem pois o horário do referido gestor não se inicia antes das 10 da matina,
os amigos puseram-no no módulo de transporte e accionaram as engrenagens da geringonça.
Em 30 segundos o corajoso voluntário sumiu deste universo sem deixar sequer
pozinho de testemunho. De facto o módulo estava tão limpo que até o painel de
comandos desaparecera, levado pelo viajante. A confirmação do sucesso ocorreu hoje
de manhã quando o fugitivo, isto é, o nauta espaço-temporal, enviou um email a
partir do computador já antes transportado através do portal, com vídeo duma
linda paisagem tropical, onde descansava
em cadeira extraplanetária, bebendo uns muito terrenos shots, rodeado por sensuais
extraterrestres surpreendentemente parecidas com as lânguidas beldades da Ilha
dos Côcos que apaparicam os turistas durante as suas melancólicas e solitárias estadias.
A esposa do heróico viajante espacial é que não ficou agradada com a
experiência e informou-o por Skipe que se ele não regressasse imediatamente,
ela iria ao fisco e às televisões apresentar documentos que provariam sem margem
para dúvidas todas as suas falcatruas, pois não estava para ficar ali no nabal
a pagar-lhe os calotes e a perder a sua fortuna pessoal à conta dos pagamentos.
Os cientistas estão neste momento a trabalhar para inverter o fluxo do portal e
trazer de volta o trapaceiro, por solicitação deste, que pretende vir baralhar
tudo outra vez perante o fisco, após o que regressará ao paraíso espacial logo a seguir. Coroando-se
de sucesso as experiência de idas e vindas, o governo dos nabos não terá dúvidas
em promover a descoberta como uma mais-valia turística do nabal, a qual interessará
decerto a todos os ricaços desejosos de fugir ao fisco e/ou à polícia nos
respectivos países (Gerard Depardieu volta! Já não precisas de te tornar cidadão
honorário dessa terreola de que ninguém antes ouviu falar). Os candidatos
apenas precisam de comprar casas no
nabal a meio milhão de dólares, tarifa mínima, para serem agraciados com o visto
gold que lhes permitirá manter
residência e usufruir desta descoberta revolucionária, sempre que necessário.
Naturalmente, e dada a importância estratégica desta descoberta, os royalties serão transferidos para o
governo, não recebendo os cientistas sequer o reembolso das despesas para comprar
e montar os equipamentos e cobaias usados nas experiências de teletransporte.
Em contrapartida, e porque estes equipamentos exigem sólida robustez
financeira, logo são sinais exteriores de riqueza, os cientistas serão taxados
a 105% do montante patrimonial acumulado e punidos com multas cavalares por
terem durante tanto tempo andado a enganar o fisco. Não se aceitam desculpas
para não pagar, portanto podem deitar fora os comprovativos dos empréstimos
contraídos.
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