Para combater a crise a União das
Hortaliças fez uma exaustiva pesquisa de mercado – realizada a custo zero pelos pesquisadores que se quiseram trabalhar tiveram de assinar um contrato onde o
seu salário estabelecido era = 0 – com vista a identificar novos produtos, de
exclusiva produção na União, e que tenham especial apetência para serem
exportados para os mercados emergentes. Foram identificados numerosos produtos,
o que confirma que em tempos de crise a produtividade rompe todas as previsões,
e os respectivos mercados de maior potencial. Todos eles entram na categoria
“léxico”, já que os políticos e gestores do mundo inteiro, que são quem pode
pagar alguma coisa seja pelo que for, precisam de ter sempre expressões exactas
para lidar com os muitos problemas que lhes levantam os seus súbditos e os
levar a acatar leis absurdas. Assim, a palavra “irrevogável” foi vendida em
leilão ao Fundo Mundial da Agiotagem, para ser usada sempre que este Fundo vier
declarar ser necessário aliviar a austeridade mas, é claro, mantiver todas as
metas rigorosamente na mesma senão até pondo-lhe em cima mais uma dosezinha de
aperto de cinto. A expressão “inexactidão factual” será cedida em leasing ao Califado dos Ai-aTola!,
sempre que estes declararem que não estão a produzir urânio para bombas
atómicas mas se descobrir depois que construíram mais uma milhena de
centrifugadoras para enriquecimento da coisa. A metáfora “faltou à verdade” foi
contratualizada pelos bancos que dominam as agências de rating e por todos os analistas políticos e económicos que prevêem
crescimento económico positivo para 4 meses depois os resultados o comprovarem
negativo, tendo sido dos produtos de mais elevada cotação em bolsa até ao
momento. O “lapso de memória” está em leilão, tendo até ao momento manifestado
o seu interesse em adquiri-lo vários CEOs de bancos falidos que têm vários offshores e fugiram ao fisco com vários
milhões e por isso têm as suas declarações de rendimentos algo desviadas da
realidade. Por seu lado o “omitiu factos que considerou irrelevantes” será
vendido em hasta pública perante um público constituído por membros de governos
que estejam com os calos apertados por via de investigações em curso e às quais
sonegaram factos. Já a expressão “inverdade” foi vendida a
políticos-gestores-políticos (podendo acumular as duas carreiras ao mesmo
tempo) que andem às aranhas com os mercados de CDS (sapos tóxicos). As
“afirmações menos felizes” e “afirmações sem gravidade” vendem-se nas lojas de
trajes académicos para doutores honoris
causa e doutorandos da carreira diplomática, com fitinha colorida a
condizer com a embaixada a que pertençam. A “campanha de perseguição” está em
pré-apreciação por um painel de interessados ditadores que vêm no estrangeiro
terríveis inimigos. A acusação “assassinato político” mereceu já muitas
propostas de aquisição por parte de ministros incompreendidos pelo povo que
representam e/ou que se sentem diminuídos no exercício das suas funções. Por
seu turno os “não é um novo pagote de austeridade” e “não haverá mais
austeridade” está a receber licitações de governos que após esfolarem os
súbditos até ao osso estejam a inda a pensar em apertar-lhes mais o esqueleto.
O “pequeno ajustamento” vai a leilão para um público conhecedor: ministros prestes
a espremer os súbditos e ao mesmo tempo aumentar os gastos nos seus gabinetes
privados. A subtil “fui apenas depositante” foi activamente regateada por
numerosos banqueiros, traficantes de variadas mercadorias, clientes de offshores e accionistas com activos
embrulhados que precisem de assegurar a sua inocência, em caso de escândalo. Finalmente
o “iremos perseguir e neutralizar todos os extremistas pertencentes a este
grupo” teve uma OPV por parte de governos que decidem, para povinho ver,
ilegalizar associações especializadas em linchamentos, atentados bombistas e facadas
a incautos imigrantes ou minorias étnicas locais, para libertar todos os
linchadores e industriá-los para continuarem a prestar o “bom serviço” mal os
repórteres estejam a olhar p’ra outro lado. Número total de visualizações de páginas
sábado, 19 de outubro de 2013
Para combater a crise a União das
Hortaliças fez uma exaustiva pesquisa de mercado – realizada a custo zero pelos pesquisadores que se quiseram trabalhar tiveram de assinar um contrato onde o
seu salário estabelecido era = 0 – com vista a identificar novos produtos, de
exclusiva produção na União, e que tenham especial apetência para serem
exportados para os mercados emergentes. Foram identificados numerosos produtos,
o que confirma que em tempos de crise a produtividade rompe todas as previsões,
e os respectivos mercados de maior potencial. Todos eles entram na categoria
“léxico”, já que os políticos e gestores do mundo inteiro, que são quem pode
pagar alguma coisa seja pelo que for, precisam de ter sempre expressões exactas
para lidar com os muitos problemas que lhes levantam os seus súbditos e os
levar a acatar leis absurdas. Assim, a palavra “irrevogável” foi vendida em
leilão ao Fundo Mundial da Agiotagem, para ser usada sempre que este Fundo vier
declarar ser necessário aliviar a austeridade mas, é claro, mantiver todas as
metas rigorosamente na mesma senão até pondo-lhe em cima mais uma dosezinha de
aperto de cinto. A expressão “inexactidão factual” será cedida em leasing ao Califado dos Ai-aTola!,
sempre que estes declararem que não estão a produzir urânio para bombas
atómicas mas se descobrir depois que construíram mais uma milhena de
centrifugadoras para enriquecimento da coisa. A metáfora “faltou à verdade” foi
contratualizada pelos bancos que dominam as agências de rating e por todos os analistas políticos e económicos que prevêem
crescimento económico positivo para 4 meses depois os resultados o comprovarem
negativo, tendo sido dos produtos de mais elevada cotação em bolsa até ao
momento. O “lapso de memória” está em leilão, tendo até ao momento manifestado
o seu interesse em adquiri-lo vários CEOs de bancos falidos que têm vários offshores e fugiram ao fisco com vários
milhões e por isso têm as suas declarações de rendimentos algo desviadas da
realidade. Por seu lado o “omitiu factos que considerou irrelevantes” será
vendido em hasta pública perante um público constituído por membros de governos
que estejam com os calos apertados por via de investigações em curso e às quais
sonegaram factos. Já a expressão “inverdade” foi vendida a
políticos-gestores-políticos (podendo acumular as duas carreiras ao mesmo
tempo) que andem às aranhas com os mercados de CDS (sapos tóxicos). As
“afirmações menos felizes” e “afirmações sem gravidade” vendem-se nas lojas de
trajes académicos para doutores honoris
causa e doutorandos da carreira diplomática, com fitinha colorida a
condizer com a embaixada a que pertençam. A “campanha de perseguição” está em
pré-apreciação por um painel de interessados ditadores que vêm no estrangeiro
terríveis inimigos. A acusação “assassinato político” mereceu já muitas
propostas de aquisição por parte de ministros incompreendidos pelo povo que
representam e/ou que se sentem diminuídos no exercício das suas funções. Por
seu turno os “não é um novo pagote de austeridade” e “não haverá mais
austeridade” está a receber licitações de governos que após esfolarem os
súbditos até ao osso estejam a inda a pensar em apertar-lhes mais o esqueleto.
O “pequeno ajustamento” vai a leilão para um público conhecedor: ministros prestes
a espremer os súbditos e ao mesmo tempo aumentar os gastos nos seus gabinetes
privados. A subtil “fui apenas depositante” foi activamente regateada por
numerosos banqueiros, traficantes de variadas mercadorias, clientes de offshores e accionistas com activos
embrulhados que precisem de assegurar a sua inocência, em caso de escândalo. Finalmente
o “iremos perseguir e neutralizar todos os extremistas pertencentes a este
grupo” teve uma OPV por parte de governos que decidem, para povinho ver,
ilegalizar associações especializadas em linchamentos, atentados bombistas e facadas
a incautos imigrantes ou minorias étnicas locais, para libertar todos os
linchadores e industriá-los para continuarem a prestar o “bom serviço” mal os
repórteres estejam a olhar p’ra outro lado.
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